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Eleições 2018

Brasileiros preferem se informar sobre a eleição por fontes jornalísticas

Pesquisa Ibope encomendada pela CNI, indica que 71% dos eleitores brasileiros pretendem se informar por meios produtores de conteúdos jornalísticos

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Pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira (2), indica que 71% dos eleitores brasileiros pretendem se informar por meios produtores de conteúdos jornalísticos (jornais, televisão, rádio e revistas impressas) na eleição de 2018. Quando considerados sites de veículos nascidos antes da internet, esse número sobe para 84%. Entre os pesquisados, 38% afirmaram que utilizam apenas essas fontes para buscar informação.

Redes sociais e blogs, por outro lado, são fonte de informação sobre os candidatos para 26% dos eleitores. Apenas 5% usam as redes como fontes exclusivas. A pesquisa revela, entretanto, uma situação perigosa no caso das pessoas que recorrem às plataformas de empresas de tecnologia como Facebook, Twitter e Google, entre outras: um em cada quatro eleitores que buscam informações dos candidatos via blogs e redes sociais confessa que raramente ou nunca verifica a veracidade dessas informações.
Percentualmente, entre as os eleitores que utilizam blogs e redes sociais para buscar informações sobre os candidatos, 29% dizem que verificam às vezes se a informação é verdadeira, enquanto 25% raramente ou nunca verifica. Outros 46% afirmam que sempre checam.

O principal meio de comunicação que os eleitores utilizam para a obtenção de informações e notícias sobre os candidatos é a televisão, opção apontada por 62% dos entrevistados. Em seguida estão os “canais/portais” de jornais e notícias, com 33%, seguidos dos blogs e redes sociais.

Os meios de comunicação via internet são mais utilizados quanto maior a renda familiar e o grau de instrução do entrevistado, atingindo 56% entre os mais instruídos e 52% entre aqueles cuja renda familiar é maior que cinco salários mínimos. Em ambos os casos, praticamente empata com a utilização da televisão. Nesses grupos, também chama atenção o maior percentual de usuários de jornais e revistas impressas (25% entre os que têm superior completo e 29% entre aqueles com renda familiar maior que 5 salários mínimos).

Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, 19% utilizam os jornais e canais de notícias na internet e 17% utilizam os blogs e redes sociais. Nesse grupo, segundo a pesquisa, a televisão (65%) é o canal mais utilizado para obtenção de notícias sobre os candidatos e seus programas. O rádio, com 18% é tão importante quanto a internet.

Entre as regiões geográficas, o uso da internet para obtenção de notícias sobre os candidatos e seus programas é menor no Nordeste. Nessa região 68% utilizam a televisão, 28% os jornais e canais de notícias na internet e 20% os blogs e redes sociais.
O uso de internet também é baixo entre os eleitores de mais idade. Entre os entrevistados com idade entre 45 e 54 anos, 68% utilizam a televisão, 26% os jornais e canais de notícias na internet, 20% os blogs e redes sociais e 19% os jornais e revistas impressos. Entre os com 55 anos de idade ou mais, 63% utilizam a televisão, 17% os jornais e canais de notícias na internet, 11% os blogs e redes sociais, 17% o rádio e 14% os jornais e revistas impressos. A internet, detalha a pesquisa, é mais utilizada por jovens e por brasileiros de renda familiar mais elevada.

Em sua maioria, diz a pesquisa, os brasileiros acreditam que as eleições podem melhorar o país (70% concordam totalmente ou em parte com essa afirmativa) e, sobretudo, que o voto de cada brasileiro importa (85% concordam totalmente ou em parte com essa afirmativa). Parcela importante da população, porém, está pessimista com relação às eleições de 2018 e mais de dois terços da população não iria votar, se pudesse. O pessimismo deve-se à corrupção e ao descrédito na classe política e se reflete no baixo interesse nas eleições.

Número de indecisos é o maior em 20 anos

A alta insatisfação com a corrupção e o descrédito com a classe política fazem com que a parcela dos eleitores com intenção de votar em branco ou nulo e a de indecisos seja a mais alta das últimas cinco eleições. Questionados de forma espontânea sobre o candidato que vai ganhar seu voto – sem apresentar uma lista de candidatos – 31% dos entrevistados disseram que vão votar em branco e 28% não souberam ou não quiseram responder à pergunta, o que indica indecisão. 

"O eleitor não encontrou aquele candidato que ele sonha. A decisão vai acontecer muito mais próxima da eleição que nas eleições anteriores. A gente percebe que a maioria dos eleitores não conhece os candidatos e suas propostas. Até entre os que já escolheram candidatos, ainda há alguma indecisão", afirma o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, em entrevista ao G1. 

Fonte: Associação Nacional do Jornais

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