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Educação

Fórum Diocesano encerra buscando alternativas pela cultura da paz

Palestras destacaram soluções para a redução da violência

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O Teatro Rachel Costa ficou lotado na quarta-feira, 23, para a terceira e última noite do 10.º Fórum do Colégio Diocesano Leão XIII. O tema envolveu a busca de alternativas em torno da cultura da paz. 

Neste sentido, foram realizadas palestras e mostrados exemplos práticos de que é possível alcançar esse objetivo. 
O bispo diocesano dom Edmar Peron integrou a mesa dos trabalhos e fez a abertura da última noite do Fórum. “Tivemos duas noites muito produtivas debatendo um assunto atual de interesse da comunidade. A população tem participado através das escolas mostrando ideias e soluções em torno daquilo que mais buscamos: uma sociedade de paz”, salientou.

Palestras mostraram exemplos práticos de que é possível alcançar a paz

 

O professor Cesar Tagliari, coordenador do Fórum, ressaltou que o colégio fica orgulhoso pelo sucesso do evento. “Foram três noites com o teatro lotado. Isso é sinal de que a população realmente se interessa pelo assunto proposto. O fórum é um espaço democrático de debates e esse tema de segurança é bem atual, pois vivemos um momento de violência em todo o País. As pessoas que vieram dar as palestras estavam muito bem preparadas e apresentaram temas que chamaram a atenção e, no final, foram feitas perguntas formando debates produtivos”, apontou. 

João da Costa Junior mostrou como esta construindo uma cultura de paz em sua comunidade

 

PALESTRAS 

O professor de filosofia e sociologia Maicon Kehl de Souza abordou a questão do homem contemporâneo e a conduta do ser humano. Em seu discurso, ele ressaltou a cultura da paz através de maneiras simples como ouvir para compreender. Citou ainda o ambiente familiar,  social e as influências ao seu redor.  

Estudantes abriram a programação com número artístico 

 

A servidora do Tribunal de Justiça do Paraná, Patrícia Xavier Leal Staniscia, falou sobre a ressocialização dos presos em Paranaguá e como pode ser combatida a reincidência criminal. De acordo com Patrícia, a criminalidade pode ser reduzida se houver uma ponte entre os empresários e os órgãos que estão habilitados a fazer essa reinserção. “Os presos não podem sair da cadeia e voltar a cometer os crimes. O índice da população carcerária em Paranaguá é grande, por isso nós temos que buscar uma alternativa, pois tudo que foi feito até agora para combater a criminalidade não teve efeito”, ressaltou.  

Patrícia Staniscia falou a ressocialização dos presos em Paranaguá

 

O delegado da Polícia Civil, Nilson Diniz, falou que o momento é importante por estreitar o vínculo entre os órgãos de segurança com a comunidade local. “É de suma importância para expor um pouco sobre a atividade policial civil, explicando para a população. É um momento de esclarecer nossas dificuldades e objetivos para podermos construir uma Paranaguá mais segura com a participação de todos, da polícia e da comunidade”, enfatizou.

O Tenente Coronel Rui Barroso Torres, do 9º BPM,  falou sobre a violência e segurança pública

 

O tenente-coronel Rui Noé Barroso Torres, comandante do 9.º Batalhão da Polícia Militar, falou sobre a violência e segurança pública. Ele destacou os trabalhos empreendidos na área e também citou a realidade do momento em Paranaguá, enfatizando que em proporção pela população é a mesma realidade do Estado e do País.

O delegado Nilson Diniz destacou que o momento é importante por estreitar o vínculo com a comunidade 

 

CULTURA DA PAZ

O exemplo positivo da noite ficou por conta do Projeto 5C que é colocado em prática todos os sábados, à tarde, pelo empreendedor social João da Costa Junior. “Nos baseamos em cinco valores como cultura, conscientização, conhecimento, cooperação e comunidade. Acreditamos que com esses cinco valores as crianças possam crescer com discernimento e promover a cultura da paz. Mas primeiramente cuidamos da parte interna, pois elas precisam estar bem com elas mesmas para poder realizar o bem para os outros. Oferecemos mais de 10 oficinas e costumo dizer que as atividades são chamarizes para que elas possam desenvolver os cinco valores”, contou. 

O projeto atende atualmente de 40 a 50 crianças. A intenção é atender pelo menos 280 que existem no bairro. Em outubro, o 5C estará fazendo três anos de atividades. 

Plateia ficou lotada 

 

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