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Educação

Escolas especiais receberão repasse de R$250 milhões no Paraná

Recurso é destinado a contratação de pessoal e despesas com investimentos

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Apesar de ainda não saber o valor específico que cada escola irá receber, os estabelecimentos que atendem crianças e jovens especiais já aguardam o recurso divulgado pelo Governo do Estado, que é essencial para a continuação dos trabalhos. Em Paranaguá, há duas escolas que recebem recurso do Estado para atender crianças especiais, a Apae – Escola de Educação Especial Maria Nelly Picanço e a Escola Nydia Moreira Garcez, também conhecida como CEDAP.

Ambas precisam desse recurso para a contratação de pessoal e professores, além de custear despesas de investimentos para manutenção da estrutura do prédio. A transferência de R$250 milhões pelo Governo do Estado é destinada a escolas e centros educacionais especializados no atendimento de estudantes com deficiências, múltiplas deficiências e transtornos globais do desenvolvimento.

O Paraná possui, atualmente, segundo o Governo do Estado, cerca de 400 mantenedoras e 40 mil estudantes que recebem atendimento educacional especializado e escolarização.

A diretora da APAE Escola Maria Nelly Picanço de Paranaguá, Cláudia Valéria Kossatz Lopes e Silva, ainda não sabe se o valor do recurso será o mesmo que nos anos anteriores. “O Termo de Colaboração é firmado a cada três anos. Não sabemos a quantia, mas tudo já vem indicado para nós, quanto será destinado para contratação de professores, por exemplo, de acordo com o número de alunos que nós temos”, explicou.

O repasse é muito bem vindo, de acordo com a diretora, já que há muitas coisas pendentes para serem resolvidas na escola. “A estrutura da nossa instituição está bem precária, são coisas que temos que manter anualmente como a pintura, a parte elétrica, calhas e no ano passado não conseguimos fazer praticamente nada porque não sobrou dinheiro para isso”, afirmou.

 


A diretora da Escola Nydia Moreira Garcez, Fátima Gonçalves, defende o estudo bilíngue desde os anos iniciais

 

A Apae de Paranaguá também necessita de mais professores, já que o número de alunos aumentou e as salas ficaram pequenas para atender a todos. “Nossas salas que foram projetadas para atender de seis a oito alunos, hoje atendem de dez a 12, por isso temos que ver a real necessidade dos alunos e encaminhamos os do ensino fundamental para a escola Eva Cavani, que é do município”, contou Cláudia.

 

ESCOLA BILINGUE

A Escola Nydia Moreira Garcez, que se dedica a atender crianças surdas para o aprendizado da língua de sinais juntamente com o conteúdo programático das disciplinas, correu o risco de fechar suas portas no ano passado, mas a situação foi contornada devido a um recurso do Estado e município.

Segundo a diretora da escola, Fátima Gonçalves, o custo de manutenção do espaço é menor que o da Apae, por não necessitar de cadeiras de rodas e carteiras adaptadas, por exemplo. “Uma grande necessidade nossa hoje é na parte estrutural do prédio, pois há muito tempo não fizemos reformas grandes, apenas reparos. Com o recurso do ano passado, vamos conseguir trocar o forro, mas temos dinheiro apenas para o material e não para a mão de obra”, disse.

 

INICIATIVA PRIVADA

Para atender a todas as demandas da Apae, a diretora Cláudia contou que está na busca de outros convênios. “Além da parceria com o poder público, precisamos da parceria da iniciativa privada. Paranaguá é uma cidade que tem tantas empresas grandes e a gente sente essa necessidade. Deixam uma questão tão importante que é a educação especial apenas com o poder público. Fazemos promoções, mas o nosso custo é muito alto”, frisou Cláudia.

Fátima da escola Nydia compartilha da mesma opinião e acredita que se houvesse uma participação e um interesse maior das empresas sem ajudar esses espaços, seria mais fácil arcar com todas as despesas e receber mais crianças. “Já tivemos a ajuda de amigos, e de empresas para promoção de eventos para buscar recursos, o que já ajuda muito. As pessoas olham para a escola e acham que a gente não precisa de ajuda, acredita-se que somos uma instituição particular, mas precisamos”, enfatizou a diretora Fátima.

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