Política

O movimento que está mudando o jogo no Paraná

A política paranaense começa a desenhar uma articulação de forças que transforma Sandro Alex em um nome competitivo contra Sergio Moro

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A política paranaense começa a desenhar uma articulação de forças que transforma Sandro Alex em um nome competitivo contra Sergio Moro

Nos bastidores da política paranaense, começa a ganhar forma uma equação que muda o rumo da sucessão estadual. E isso está comprovado na Pesquisa divulgada hoje pelo Bem Paraná. A união em torno de um “projeto político suprapartidário”, com Sandro Alex (PSD), Ratinho Junior (PSD), Alexandre Curi (Republicanos), Eduardo Pimentel (PSD), Ricardo Barros (União Brasil/PP), Beto e Fernanda Richa (PSDB/Cidadania) reúne uma combinação rara de força eleitoral, experiência administrativa, presença municipal e capacidade de articulação. Greca se vier a somar é protagonista. Sua trajetória, sua capacidade de realização e sua força política o colocam entre os maiores líderes que o Paraná produziu nas últimas décadas. A esse grupo ainda podem se somar Orlando Pessuti, com sua experiência no Executivo estadual; Sérgio Souza, com trânsito político e conhecimento da estrutura nacional; Anibelli Neto, representante de uma tradicional linhagem política paranaense; e Renato Adur, com sua capacidade de articulação e diálogo; todos do MDB. Se essa constelação conseguir transformar diferenças em convergência, o Paraná poderá assistir à formação de um dos mais robustos campos políticos da eleição de 2026.

Os números do Instituto IRG dão combustível a essa leitura. Sandro Alex (PSD) cresceu nas três pesquisas comparadas, passando de 12,3% em maio para 14,4% em junho e 16,5% em julho. Entre junho e julho, avançou 2,1 pontos percentuais, a maior alta entre os candidatos analisados. No mesmo período, Sergio Moro, líder da corrida, caiu de 39,4% para 37,4%. A distância entre os dois, que era de 27,1 pontos em maio, caiu para 20,9 pontos em julho. Requião Filho aparece com 19,1%, apenas 2,6 pontos à frente de Sandro Alex. Mas o número que mais chama a atenção dos estrategistas está na espontânea: 59,2% dos entrevistados não souberam, não responderam ou não citaram espontaneamente nenhum candidato. Em outras palavras, a eleição ainda está longe de estar decidida. Existe um enorme território eleitoral a ser conquistado e é justamente nesse espaço que uma candidatura pode crescer com velocidade.

O desafio político, portanto, não é apenas superar Sergio Moro nos números de hoje, mas construir uma narrativa capaz de transformar uma eventual aliança de lideranças em uma escolha de futuro para o eleitor. Ratinho Junior (PSD) tem a força de um governo aprovado; Sandro Alex aparece como o nome que cresce na pesquisa; Alexandre Curi representa a força da Assembleia e da articulação municipal; Eduardo Pimentel agrega a experiência administrativa de Curitiba; Ricardo Barros traz décadas de articulação política; Beto e Fernanda Richa carregam uma marca histórica na política paranaense. O grupo está construindo uma alternativa real à liderança de Moro. A aprovação é passado. A eleição é futuro. E o futuro ainda não tem dono.

A mensagem estratégica dos números é clara que Sergio Moro lidera, mas Sandro Alex cresce; e a maioria dos eleitores ainda não escolheu espontaneamente um nome. É nesse cenário que o chamado modelo Paraná pode ganhar força. Se a política conseguir unir experiência e renovação, gestão e articulação, interior e capital, tradição e futuro, a eleição poderá deixar de ser uma corrida de um líder contra os demais e se transformar em uma disputa entre dois projetos de Estado. E é aí que o jogo, de fato, muda.

A pesquisa do Instituto IRG, contratada pelo Jornal Bem Paraná e registrada na Justiça Eleitoral sob o número PR-03191/2026, ouviu 1.200 eleitores do Paraná com 16 anos ou mais, entre 24 e 28 de julho de 2026. A margem de erro informada é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi divulgado em 29 de julho.


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