O cenário político do Paraná ganha novos contornos com a decisão de Rafael Greca de deixar o PSD e retornar ao MDB, legenda onde construiu parte relevante de sua trajetória pública. O movimento, anunciado ao lado do presidente nacional Baleia Rossi e do presidente estadual Sérgio Souza, marca não apenas uma filiação partidária, mas uma clara sinalização de reposicionamento estratégico visando as eleições estaduais.
Com a frase “volto porque, no fundo, nunca saí”, Greca reforça sua identidade histórica com o MDB e busca resgatar um discurso centrado na moderação, no espírito público e na valorização da democracia, pilares que, segundo ele, devem prevalecer “sem polarizações”. A escolha não é casual. Em um ambiente político cada vez mais tensionado, Greca aposta em uma narrativa de equilíbrio, mirando um eleitorado que demonstra cansaço com os extremos.
O anúncio oficial da nova fase será feito em Brasília, durante as comemorações dos 60 anos do MDB, dando peso simbólico e nacional ao movimento. Ao mesmo tempo, Greca faz questão de manter sua posição na base do governador Ratinho Junior, indicando que sua pré-candidatura ao Governo do Paraná não nasce em confronto direto, mas sim como uma alternativa dentro do campo governista.
Ao colocar seu nome à disposição como pré-candidato, Greca entra definitivamente no radar da sucessão estadual, ampliando o leque de opções dentro de um grupo político que ainda busca unidade. Sua trajetória administrativa, aliada ao discurso de fidelidade à Constituição de 1988 e ao “amor pelo Paraná”, compõe a base de uma candidatura que pretende dialogar com diferentes setores da sociedade.
Resta saber como esse movimento será absorvido pelas demais lideranças e, principalmente, qual será o grau de convergência dentro da base governista. Em um jogo onde articulação e timing são decisivos, Greca dá seu primeiro passo e o faz mirando o centro do debate político.





