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Infraestrutura

Governo Federal fortalece viabilidade da Nova Ferroeste em visita a Paranaguá

Viaduto ferroviário poderá ser construído pelo projeto na Avenida Roque Vernalha

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Na manhã da sexta-feira, 10, o Comitê de Governança do projeto da Nova Ferroeste, junto ao primeiro escalão do Governo Federal, por meio de representantes do Ministério da Infraestrutura, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia, estiveram visitando a passagem de nível entre a Avenida Roque Vernalha e a malha ferroviária em Paranaguá. O objetivo foi conhecer na prática os impactos viários causados pelo modal no contexto urbano e social para reforçar alternativas sustentáveis para a criação da nova ferrovia, com construção de obras de arte e possivelmente um viaduto férreo na via municipal. 

Os membros da União reforçaram a viabilidade da Nova Ferroeste, que deverá apresentar os estudos à sociedade possivelmente ainda neste mês, aos investidores em outubro, com pedido de licença prévia possivelmente protocolado em novembro e expectativa de leilão em março de 2022. A comitiva também sobrevoou a Serra do Mar para conhecer na prática o traçado planejado para a Nova Ferroeste. Na quinta-feira, 9, foram  apresentados pelo Comitê aos representantes do Governo Federal resultados preliminares do Estudo de Viabilidade Técnico-Operacional, Econômico-Financeira, Ambiental e Jurídico (EVTEA-J) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) do projeto em reunião em Curitiba.

Comitiva da Nova Ferroeste com representantes da ANTT, Ministério da Economia, Ministério da Infraestrutura e FIEP, estiveram na Avenida Roque Vernalha

ANTT

“O objetivo da visita de hoje é compreender o novo traçado proposto pela Nova Ferroeste, como que se dá a interferências e sinergia com o traçado da atual concessionária que chega no Porto de Paranaguá, a Rumo, e conseguir visualizar qual seria o crescimento futuro desta demanda com a interferência na cidade de Paranaguá, as melhorias na eficiência que se podem ter com a chegada ao Porto, para que o Brasil todo possa se desenvolver de forma eficiente”, afirma Rafael Vitale, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), destacando o desafio da construção de uma nova linha ferroviária no Paraná. “Há uma necessidade de alto investimento, é importante que vários órgãos e instituições estejam bem alinhadas para a tomada de decisões”, completa.

“Há a indicação da viabilidade do projeto e é por isso que estivemos aqui para que possamos entrar em um nível de detalhamento maior”, afirma Rafael Vitale, diretor-geral da ANTT

“O diálogo deve ser bastante denso neste momento de planejamento, para que na hora que foi implementada a melhor solução seja colocada em prática”, ressalta Vitale. “A chegada de uma ferrovia ou rodovia a um Porto, cruzando uma cidade, precisa ser bem equacionado à vida da cidade. É esta a fase que estamos aqui, compreendendo o futuro das duas ferrovias, a atual e a futura, para que de forma sinérgica todos saiam ganhando, com desenvolvimento da economia e bem-estar da população”, frisa, destacando a contribuição no transporte ferroviários de grãos do Paraná e do Brasil. “A Nova Ferroeste vem com a intenção de fazer o escoamento mais eficiente e seguro desta carga”, acrescenta. “Há a indicação da viabilidade do projeto e é por isso que estivemos aqui para que possamos entrar em um nível de detalhamento maior para que no futuro esta ferrovia venha a ser implementada e operada”, destaca.

Ministério da Infraestrutura

Marcello Costa, secretário nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, esteve em visita a Paranaguá e destacou a importância do projeto. “É um momento muito oportuno de termos vindo a Paranaguá, onde temos o novo marco ferroviário em discussão no Congresso através da Medida Provisória 1065, com discussão da renovação antecipada da Rumo Malha Sul e a partir deste novo marco com o aumento da malha existente da Ferroeste. A Nova Ferroeste é um projeto importante e muito desafiador ao Paraná, vai transformar o Estado, assim como já está fazendo com as novas concessões rodoviárias em um grande hub logístico do País com grande potencial de crescimento, isso vai afetar positivamente a vida do cidadão que mora na região”, explica. “Estamos muito bem impressionados com o que discutimos aqui e o que nos foi apresentado, é um projeto, inclusive, que pode ser apresentado a possíveis players. A gente acha que avançou bastante no projeto de engenharia, com soluções ambientais muito bem endereçadas e mitigadas dentro do projeto. É um projeto com uma chance muito grande de sucesso”, acrescenta.

“A Nova Ferroeste é um projeto importante e muito desafiador ao Paraná”, ressalta Marcello Costa, secretário nacional de Transportes Terrestres

“Toda vez que discutimos uma nova ferrovia ou fazemos integração com uma rodovia já existente, no caso da Rumo Malha Sul, é uma oportunidade de mitigar todos os impactos sociais que têm a ferrovia ao longo dos últimos anos. Temos feito isso nas renovações antecipadas, fizemos isso nas duas da Vale, na estrada-ferro Carajás, na Vitória-Minas e também na Rumo Malha Paulista, onde endereçamos bilhões de reais para a resolução de conflitos urbanos. A população de Paranaguá vai sentir os efeitos desta renovação antecipada e a nova ferrovia já nasce com o mínimo de impacto para a população local. Na  verdade, a população vai ter os benefícios de dispor de uma ferrovia com redução de custos logísticos, geração de emprego e renda com aumento da capacidade do Porto sem impactos ambientais e sociais”, completa Costa.

Ministério da Economia

“Tivemos na quinta-feira, 9, com o Governo do Estado. Estivemos aqui representando o Ministério da Economia junto com o PPI e o Ministério da Infraestrutura, fizemos um sobrevoo na Serra do Mar para compreender melhor como será o traçado desta nova ferrovia diante da ferrovia já existente da Rumo Malha Sul. Foi muito importante para vermos in loco o que a gente já tem estudado no âmbito do comitê que foi instituído para avançar com o projeto da Nova Ferroeste. É uma solução logística importante para conseguir escoar a produção do oeste do Estado até o Porto de Paranaguá, projeto que foi qualificado na carteira da PPI para fins de desestatização da ferrovia existente, a Ferroeste, mas que temos estudado a possibilidade de ampliação justamente para possibilitar para que chegue até Mato Grosso do Sul e a descida até Paranaguá, um projeto bem maior do que a atual ferrovia existente”, afirma a secretária especial  da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia, Martha Seillier. 

Secretária especial  da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia, Martha Seillier, destaca viés sustentável do projeto e solução logística importante ao Brasil

Seillier ressalta também o viés sustentável do projeto, com uma ferrovia que é alternativa logística ao transporte rodoviário com menos poluição e soluções chamadas de obra-de-arte. “Túneis, viadutos, que têm impacto muito menor do que o meio ambiente”, explica, destacando a menor emissão de CO2 e redução de acidentes”, acrescenta.

Leonardo Maciel, secretário de Parcerias em Transportes de PPI do Ministério da Economia, destacou que o projeto está em um nível avançado de estudos. “Agora nós precisamos sair um pouquinho da prancheta e um pouquinho das discussões detalhadas que a gente faz do projeto na parte urbana, de demanda e da Serra do Mar, e precisamos ver a realidade, conhecer como isso pode impactar de fato a vida das pessoas, das famílias, a produção do País e do Paraná. É um projeto brasileiro, bastante relevante ao Paraná e à região”, explica. Maciel afirma que um volume expressivo de recursos será utilizado para construção da Nova Ferroeste, algo que ainda está em fase de levantamento. 

Leonardo Maciel, secretário de Parcerias em Transportes de PPI do Ministério da Economia, explica investimento de recursos no projeto e atração de investidores do setor privado

“Buscaremos por meio de parceria com o setor privado. A nossa ideia é já neste mês de setembro fazer uma divulgação desses estudos com os números bem martelados, estudados e trabalhados para trazer números à sociedade que façam sentido e fazer uma discussão com o mercado, com potenciais investidores, algo que deve ser feito em outubro. A gente deve abrir uma rodada para conversar com vários players importantes dos setores, grupos que possuem interesse e participam, junto disso para que possamos ter um aprimoramento desses estudos e colocar ele de fato a mercado, trazendo o edital e o leilão para que faça sentido este projeto”, afirma o secretário de PPI.

Plano Estadual Ferroviário

“Este é um momento particularmente importante, apesar de não ser a primeira vinda para cá, o que está vindo é o primeiro escalão de decisão do Ministério da Infraestrutura e do Ministério da Economia, no caso do PPI e, principalmente, a ANTT. São pessoas de nível decisório que vieram conhecer o nosso projeto. Foi muito importante porque nós aproveitamos para fazer uma reunião de acompanhamento do comitê de governança que é composto pelo governo federal e estadual para avaliar a evolução dos resultados. Hoje, a gente pode avaliar com números, que este projeto é financeiramente viável e isso é uma consagração de que nós podemos ter no futuro uma ferrovia de qualidade que vai transformar a economia do Paraná e do Brasil”, explica o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

Fagundes ressalta que a linha do projeto estabelecida pelo governador Ratinho Júnior é de realizar o desenvolvimento de forma sustentável, não somente na Serra do Mar e meio ambiente, como também com a sociedade de Paranaguá. “Está previsto  um nível de investimentos muito importante para que a gente resolva esta interferência ferroviária com a cidade. Estão sendo contempladas uma série de obras de arte no projeto, por isso é importante a presença da ANTT e Governo Federal, porque este trecho é uma concessão federal,  não é parte da Ferroeste, poderá ser por meio do Governo Federal, ou com uma gestão compartilhada, ou da Ferroeste ou do Porto. São vários modelos possíveis, isso a gente vai descobrir nos próximos meses”, acrescenta.

Coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, afirma que projeto contempla um viaduto ferroviário na Avenida Roque Vernalha e obras que melhoram a logística e beneficiam a sociedade paranaense

O coordenador afirma que um viaduto deverá ser construído na Avenida Roque Vernalha para atenuar o impacto entre os modais. “Está previsto um viaduto, provavelmente ele será ferroviário, não vai ser nem rodoviário, para a gente preservar as condições que estão aqui, inclusive com o próximo viaduto localizado alí. A solução que a engenharia encontrou é fazer um modal ferroviário na forma de viaduto aqui”, explica o coordenador. Fagundes ainda destacou que haverá audiências públicas no Paraná para discutir com a sociedade a Nova Ferroeste. “Em novembro nós vamos protocolar o pedido de licença prévia. No início de 2022 faremos as audiências públicas. A meta que nós temos acordado com o Governo Federal é ter a licença prévia, pronta para o leilão, no final de março”, destaca.

FIEP

João Arthur Mohr, gerente de assuntos estratégicos da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), esteve junto à comitiva em Paranaguá e destacou a importância da vinda do primeiro escalão do Governo Federal, com representantes do  PPI do Ministério da Economia, do Ministério da Infraestrutura e da ANTT. “Isso mostra a importância do Paraná e do Porto de Paranaguá para o Brasil. Com relação ao modal ferroviário, ele é importantíssimo, especialmente em um Porto que é especializado em granéis sólidos e líquidos, contêineres, que são cargas propícias para ferrovia. Hoje utilizamos muito pouco o modal ferroviário nos Portos do Paraná, apenas 20% das nossas cargas são pelas vias ferroviárias, precisamos inverter esta matriz. Este projeto trará em torno de 60% das cargas em Paranaguá sendo movimentadas por trem. Ou seja, teremos uma redução de custo logístico, o que é muito importante ao setor produtivo, trazendo mais riqueza, geração de emprego e renda ao Paraná, com redução de emissões atmosféricas, pois o modal ferroviário emite cinco vezes menos carbono por tonelada transportada em relação ao caminhão”, explica.

João Arthur Mohr, gerente de assuntos estratégicos da FIEP, explica importância do projeto para redução de custos logísticos, melhorias ao setor produtivo e geração de emprego e renda aos paranaenses

Segundo Mohr, a Nova Ferroeste ocasionará uma melhoria da qualidade de vida dos caminhoneiros. “Eles deixarão de fazer viagens tão longas, ficando às vezes uma semana, 10 dias fora de casa, enfrentando condições às vezes não propícias para sua higiene, para tomar banho, para dormir. Eles farão trechos curtos alimentando a ferrovia, ao invés de fazer uma viagem a longa distância, eles farão várias viagens a curta distância. O papel do caminhoneiro é importantíssimo e vai continuar sendo, o modal ferroviário não vai tirar o trabalho de ninguém, pelo contrário, vai criar mais emprego e renda aos paranaenses”, destaca, ressaltando a melhoria da qualidade das rodovias e mais segurança no trânsito, com redução de acidentes. “A Nova Ferroeste é importantíssimo ao Paraná, ao Porto de Paranaguá e ao Brasil como um todo, pois não ajuda somente o Paraná, ajuda o Mato Grosso do Sul, a região oeste de Santa Catarina, colabora com parte de São Paulo e inclusive países vizinhos, como Paraguai e Argentina, com alternativas de voltar ainda mais a exportar pelo Porto de Paranaguá”, finaliza. 

Sobre o projeto

A Nova Ferroeste deverá ter um total de 1.304 quilômetros de extensão, e vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, ampliando e modernizando o trecho já existente entre Cascavel e Guarapuava. “A previsão é que o investimento alcance R$ 33,4 bilhões. Já com relação à movimentação de carga, a estimativa do estudo é que se chegue a 38 milhões de toneladas no primeiro ano de concessão, ampliando essa cota para 85 milhões de toneladas ao final do período – um aumento de 123,7% em 60 anos”, finaliza o Governo do Estado

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