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Editorial

Feriado na pandemia não é férias

O cenário de doenças, ocupação de leitos de hospitais e mortes não combina com lazer

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Muitos aguardam os feriados para fazer uma viagem, se reunir com a família, ir à praia ou cinema. No entanto, esses programas típicos terão que ser esquecidos, pelo menos por enquanto, devido à pandemia. A recomendação das autoridades de saúde é para que a população siga a orientação de ficar em casa, em isolamento social. Neste caso, agir como se estivesse em férias é um ato totalmente errôneo e irresponsável, que coloca em risco a saúde de toda a população devido ao alto poder de transmissão do novo Coronavírus.

Se reconhece que os feriados são datas importantes para a economia. No litoral do Paraná, em feriados normais, os comerciantes esperam pela data para receber os turistas, gerando renda aos munícipes. A circulação de veículos na serra do mar é intensificada e campanhas são criadas para conscientização dos motoristas, cenas que não poderão ser vistas neste feriado de Tiradentes.

Para isso, algumas prefeituras adotaram a realização de barreiras sanitárias, quando na ocasião, profissionais de saúde param os veículos e questionam os passageiros sobre os sintomas da Covid-19 para que possam entrar na cidade. Embora a medida seja efetiva por um lado, é válido destacar que nem sempre o indivíduo apresenta sintomas, podendo carregar e transmitir o vírus sem se sentir mal e sem necessidade de ser hospitalizado. Por isso, as barreiras sanitárias não garantem a total proteção dos moradores, são apenas uma ferramenta a mais na luta diária contra a doença. Assim como a interdição das praias.

Portanto, este feriado não deve ser encarado como um momento de descontração e aglomerações. O cenário de doenças, ocupação de leitos de hospitais e mortes não combina com lazer. Todos os esforços têm sido feitos para que a pandemia seja minimamente controlada, mas para isso é necessária a conscientização de todos. Fica o alerta.