Direito & Justiça

Justiça do Trabalho garante prioridade em processos de gestantes, lactantes e puérperas

A medida abrange a Justiça do Trabalho de 1.º e 2.º graus em todo o país

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Para viabilizar a medida, o sistema PJe será adaptado com um campo específico para identificar a condição da parte envolvida (Foto: Freepik)

O Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) aprovou, na última sexta-feira, 29, a resolução que estabelece tramitação preferencial em processos que envolvam mulheres grávidas, que estejam amamentando ou em período de puerpério. A medida abrange a Justiça do Trabalho de 1.º e 2.º graus em todo o país e busca assegurar o acesso à Justiça de forma célere para esse grupo em situação de maior vulnerabilidade.

De acordo com a advogada Maria Vitória Costaldello Ferreira, mestre em Direitos Humanos e Democracia, a decisão representa um avanço fundamental. “A gestação é um momento delicado na vida das mulheres e das pessoas ao seu redor e, por isso, deve ser tratado, pelo Estado e pela sociedade, com cuidado e especial atenção. Durante a gravidez acontecem diversas alterações hormonais e psicológicas que afetam o equilíbrio emocional da gestante, além da ansiedade pela chegada do bebê. A tramitação preferencial é uma forma de dar efetividade às normas constitucionais e trabalhistas que já protegem a maternidade”, explicou.

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“A tramitação preferencial é uma forma de dar efetividade às normas constitucionais e trabalhistas que já protegem a maternidade”, afirma a advogada Maria Vitória Costaldello Ferreira (Foto: Divulgação)

A advogada lembra que os processos na Justiça do Trabalho geralmente envolvem verbas alimentares, rescisórias e salariais, essenciais para a sobrevivência do trabalhador. “A demora pode colocar em risco a sobrevivência digna das trabalhadoras, especialmente das gestantes, que têm maiores gastos com a saúde da mãe, do bebê e com a chegada da criança. Quanto mais rápido for o processo, mais tranquila será a gestação e o puerpério”, afirmou.

Pela nova resolução, caberá ao magistrado avaliar cada caso concreto, considerando o mérito da demanda, as condições de saúde da mãe e do recém-nascido, além de outros aspectos relevantes. Para viabilizar a medida, o sistema PJe será adaptado com um campo específico para identificar a condição da parte envolvida, permitindo o registro tanto no início da ação quanto em qualquer fase do processo, mediante determinação judicial.


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Maickon Chemure

Formado em Matemática pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (FAFIPAR) em 2018. Desempenha suas funções na Folha do Litoral News desde 2024 como Repórter Policial, além de produções audiovisual. Atua há 16 anos na área de reportagem. Exerce as suas atividades na Folha do Litoral News como coprodutor (PJ).

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