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Coronavírus

Estudos revelam as máscaras mais eficazes e o uso correto para prevenir a Covid-19

“Face shields” devem ser utilizadas junto com as máscaras de tecido ou cirúrgica

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As máscaras se tornaram itens indispensáveis para aqueles que precisam sair de casa durante a pandemia. São indicadas pelos especialistas para a proteção coletiva, a fim de minimizar os riscos de contágio. Os brasileiros e até outras populações, que até então não tinham o costume de usar máscara quando estão doentes, tiveram que se acostumar com o acessório de primeira necessidade nos dias atuais.

Com isso, apareceram vários estudos indicando quais as máscaras que mais protegem, os melhores tecidos para aqueles que as produziram em casa, além de outras alternativas. As face shields ou escudos faciais, por exemplo, que são uma proteção de plástico transparente para todo o rosto foram indicadas em estudos recentes como não tão eficazes quanto parecem.

Um estudo publicado nesta semana na revista Física de Fluidos, na Universidade Flórida Atlântico, revelou que as máscaras tradicionais são mais eficientes que essas barreiras de plástico, se estas foram utilizadas sozinhas. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram simulações de espirro e tosse, em laboratório. O resultado foi que as face shields bloquearam as secreções, mas as gotículas passaram sob o visor com facilidade e se espalharam por uma grande área.

“Nosso foco foram as gotículas menores, porque elas podem ficar em suspensão por muito tempo e podem conter uma quantidade suficiente de partículas do vírus para transmitir a doença”, afirmou o autor do estudo, Siddhartha Verma.

O Ministério da Saúde recomenda a máscara de tecido ou cirúrgica. Mas, é válido ressaltar que a face shield se torna uma proteção a mais quando utilizada junto com essas máscaras mais comuns e que são mais acessíveis a grande parte da população.

Redução do risco em 85%

Um outro estudo mostrou que as máscaras comuns, de tecido, quando utilizadas sozinhas e da forma correta (cobrindo nariz e boca), reduzem em 85% o risco de contaminação pelo novo Coronavírus. Manter a distância mínima de um metro entre as pessoas também tem uma alta eficácia, de 82%.

Uso correto

Apesar de se mostrarem bastante eficientes na proteção, as máscaras comuns precisam ser utilizadas corretamente. Autoridades de saúde orientam a, antes e depois de colocá-las, higienizar as mãos e segurar sempre pelas alças ou elástico. É importante cobrir bem o nariz e o queixo e ajustar nas laterais. Se a máscara ficar úmida ou molhada, é necessário trocar. As máscaras de pano devem ser deixadas de molho por 30 minutos em água potável (500 ml) e água sanitária (10 ml). Depois disso, lavar com água e sabão e só voltar a usar quando estiver completamente seca.

A máscara não garante a proteção se o nariz ficar descoberto, se cobrir apenas as narinas; se o queixo ficar exposto; se estiver larga, com vãos nas laterais; ficar abaixo do queixo, enroscada no pescoço; se tocar na superfície da proteção facial; e se for deixada em cima de objetos ou descartada em qualquer lugar.