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Ciência e Saúde

Parnanguara ajuda a desenvolver vacina contra a Covid-19 nos EUA

Engenheiro bioquímico atua em empresa na Carolina do Norte

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Laboratórios ao redor do mundo estão na corrida para a produção de uma vacina contra a Covid-19, a qual possa imunizar as populações e evitar mais mortes como ainda é observado dia após dia. O parnanguara, Saul Nitsche Rocha, engenheiro bioquímico, mora na Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, e está colaborando com a produção de uma vacina contra a doença.

O pesquisador é formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Hoje, atua na empresa Fujifilm Diosynth Biotechnologies, visitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, há alguns dias. Saul é engenheiro de processos de produção e explicou, de forma sucinta, qual tem sido seu papel na produção da vacina. “Eu verifico se os equipamentos e os processos estão corretos. Tomo conta dos equipamentos e garanto que o processo que está em produção funcione, em linhas gerais”, disse Saul.

Ele conta que é uma satisfação poder fazer parte de uma equipe que atua diretamente na produção de uma possível prevenção para a doença. “Sei que o trabalho que estou fazendo nesse momento pode gerar um grande impacto em um futuro próximo, não só nos EUA, como no resto do mundo. Profissionalmente, não trabalho muito pensando no que trabalhar a produção dessa vacina vai acarretar, até porque acho que isso causa deslumbramento. Como uma pessoa da área técnica, tento ser pragmático, não só ficar pensando e postando sobre o que está fazendo. Tem que abaixar a cabeça e focar para fazer funcionar, pois tudo tem que sair certo em um intervalo de tempo muito curto. Para um produto farmacêutico, tem que ser muito rápido”, afirmou Rocha.


Saída do Brasil

Saul Rocha deixou o Brasil em 2010 em busca de novas oportunidades. “Sair do País não é uma coisa natural, de perto de onde você cresceu, não é uma coisa que se faz com muito prazer. A gente sai para a vida ficar mais fácil em algum sentido, mas sair de perto da família não é algo muito confortável. Eu era sócio de uma empresa de biotecnologia em 2010, quando olhando o mercado e a situação econômica do Brasil, via que não estava muito favorável. Via que precisava de mais liberdade para trabalhar e desenvolver”, declarou.

Ele já tinha morado na Espanha, mas ainda não conhecia os EUA. Foi pensando nas possibilidades que poderia ter fora do País que decidiu avaliar a mudança para lá. “Nunca fui muito fã da ideia de morar nos EUA, nunca nem tinha vindo aos EUA, vim mesmo para morar. Mas o que me atraiu foi essa facilidade de fazer as coisas, se você tem uma especialidade e vontade de trabalhar, você consegue desenvolver. Sabia que nos EUA havia mais trabalho para mim. Comecei a procurar emprego e encontrei empresas que estavam atrás de pessoas com a minha especialidade”, ressalta.

Inicialmente, ele se mudou para a região de São Francisco, na Califórnia, onde deu início a sua trajetória profissional fora do País. “No Brasil, não consegui fazer o que eu gosto e sei fazer e sentia muito risco de não conseguir sustentar uma família, acredito que seja o mesmo motivo de muitas pessoas que saem do País. Fui contratado por uma empresa, após muita insistência, porque sabia que existia o caminho. Me casei e tudo aconteceu em um ano”, relatou.