O número de pacientes em tratamento para esclerose múltipla no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 25,9%. O dado consta em estudo que analisou a evolução do acesso às terapias no sistema público de saúde brasileiro.
A pesquisa contou com a participação da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Registro de Doenças Neurológicas (REDONE).
Mudanças no protocolo clínico
A atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), publicada pelo Ministério da Saúde, incorporou novas evidências científicas ao tratamento da esclerose múltipla no SUS.
Entre as principais mudanças, passou a recomendar o uso do natalizumabe como primeira opção de tratamento para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente de alta atividade, inclusive sem necessidade de falha prévia a outras terapias.
Houve crescimento na utilização de outras terapias de alta eficácia e redução do uso de medicamentos injetáveis de menor eficácia. A neurologista Lívia Almeida Dutra, coordenadora do Instituto do Cérebro do Einstein e uma das autoras do estudo, destaca que a velocidade de incorporação das terapias de alta eficácia entre os estados brasileiros foi diferente, sendo mais rápida em locais com maior concentração de neurologistas e centros especializados no atendimento à esclerose múltipla.
Distribuição de medicamentos para esclerose múltipla no SUS
O aumento de 25,9% no número de pacientes em tratamento reflete a ampliação do acesso às terapias no sistema público. A atualização do PCDT permitiu que mais pessoas recebessem medicamentos de alta eficácia, como o natalizumabe.
O estudo não detalha o período exato da análise, mas os dados indicam uma mudança consistente na abordagem terapêutica ao longo dos últimos anos. A incorporação de novas opções de tratamento, como o natalizumabe, representa um avanço para os pacientes que dependem do SUS, pois amplia as chances de controle da doença.
Desafios regionais no acesso
A diferença na velocidade de incorporação das terapias entre os estados aponta para desigualdades regionais no acesso ao tratamento. Locais com maior concentração de neurologistas e centros especializados conseguiram adotar as novas recomendações mais rapidamente.
Para reduzir essas desigualdades, é necessário investir em capacitação profissional e na estruturação de serviços especializados em todas as regiões.
Fonte
- agenciabrasil.ebc.com.br
- Com utilização de IA




