Na terça-feira, 15, o Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), informou que realizou a desmobilização de um acampamento usado por caçadores ilegais no interior do Parque Estadual do Pau Oco, em Morretes. Monitorado desde março, após denúncias de pesquisadores da região, o local foi desmantelado em uma operação que começou em agosto. A operação conjunta foi realizada entre IAT, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPAmb) e a Associação de Moradores e Guardiães das Nascentes do Rio Pequeno.
“É muito importante a colaboração dos pesquisadores e das comunidades locais, trabalhando de forma conjunta com as instituições para defesa ambiental. Ao identificar movimentações suspeitas em locais de mata, degradação ou poluição de ambientes naturais, denuncie nos canais oficiais. De maneira integrada com a Polícia Ambiental, estamos reforçando as ações de fiscalização, monitoramento e identificação dos responsáveis”, afirma o chefe do Parque Estadual do Pau Oco, Gabriel Camargo Macedo.
Segundo o IAT, a estrutura, com cerca de 20 metros quadrados, estava instalada em uma área remota da Unidade de Conservação (UC), sem acesso por estrada, às margens do Rio Pau-Oco. “Durante a vistoria, a equipe encontrou o acampamento vazio, mas identificou utensílios que demonstravam que o local estava sendo usado pelos caçadores, como fogão a lenha, reservatório de água, colchões, panelas, roupas e alimentos”, informa a assessoria.
Animais abatidos na região
“O abate de animais silvestres na região havia sido identificado por pesquisadores durante o monitoramento que antecedeu a operação. Entre as espécies de fauna identificadas como alvos dos caçadores estavam o macuco (Tinamus solitarius), ave silvestre da Mata Atlântica, e o macaco-bugio (Alouatta guariba), ambos considerados ameaçados de extinção no Estado”, detalha o órgão ambiental, informando que as informações obtidas na operação serão encaminhadas para as autoridades competentes, que irão dar prosseguimento ao processo. “Caso os responsáveis sejam identificados, eles serão punidos conforme a legislação aplicável”, complementa.
Saiba como ajudar
Segundo o IAT, a denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. “O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão”, informa.
“No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento”, finaliza.
Com informações da assessoria do IAT





