O Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha está comemorando os 19 anos de atividades de inclusão dos alunos surdos. As atividades marcam o ‘Setembro Azul’, que é voltado para a conscientização sobre a situação dos surdos na sociedade e a comemoração das conquistas obtidas ao longo dos anos entre a comunidade surda.
Uma programação especial está sendo realizada na escola. As ações começaram na segunda-feira e se estendem ao longo da semana, incluindo palestras educativas e teatros abordando temas educativos como a inclusão.
A programação faz parte do cronograma de ações do projeto Disseminando Libras. De acordo com a diretora do estabelecimento de ensino, Elaine Gimenes, o colégio oferta curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em contraturno para alunos. “O curso é gratuito, com duração de um ano, atualmente possuímos duas turmas no período intermediário e noturno. O curso é uma maniera de formar os cidadãos para uma sociedade mais inclusiva para que eles possam se comunicar com pessoas surdas”, explica.
Na quarta-feira, o Instituto de Educação recebeu a visita dos estudantes e professores da Escola Nydia Moreira Garcez (CEDAP). Eles participaram trazendo as atividades juntamente com os estudantes do curso de Formação de Docentes (Magistério). Foi um dia de inclusão entre ouvintes e surdos, participando juntos das atividades propostas.
O estabelecimento é pioneiro no litoral na inclusão de surdos no litoral. A diretora do Instituto, professora Elaine Bestana Gimenes, lembra que tudo antes era mais difícil.
“Nós começamos quando não havia professores que trabalham com a língua brasileira de sinais, em 1999. Superamos muitos desafios. O processo de inclusão ocorreu no ano 2000”, conta.
Hoje o estabelecimento conta com cinco alunos surdos matriculados entre Ensino Médio e curso de formação de docentes para o magistério. De acordo com a professora Gisele Cuch, a aprendizagem do aluno surdo se dá através de um processo com um tradutor intérprete de libras, a língua brasileira de sinais.
“Nós estamos ali para fazer a mediação da comunicação entre os professores das mais variadas disciplinas que são ouvintes e o aluno surdo”, explica.
POR QUE SETEMBRO AZUL?
A escolha do mês de setembro é repleta de significados na cultura e história nacional e internacional. Neste mês temos alguns marcos históricos para a Comunidade Surda que merecem ser lembrados e homenageados. Sendo assim, diversos eventos são promovidos no mês de setembro para uma maior conscientização sobre a comunidade surda e também para comemorar as conquistas obtidas por essas pessoas ao longo dos anos.
A cor azul possui um significado que para muitos pode ser triste, mas também pode ser encarada como um símbolo de orgulho e resistência. A simbologia vem da Segunda Guerra Mundial quando, durante a tentativa dos nazistas de livrar o mundo daqueles considerados “inferiores”, todas as pessoas com deficiência eram identificadas por uma faixa azul no braço. Essas pessoas eram então encaminhadas a instituições na Alemanha e Áustria, onde eram executadas.
Décadas depois, em 1999, a fita azul voltou a ser usada. Porém, Agora como um símbolo do orgulho de ser surdo e fazer parte de uma população com uma história riquíssima.
Faixa colocada na colégio faz lembrar a data