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Caderno de Educação Patrimonial Marco Zero será lançado nesta sexta-feira em Paranaguá

Caderno de Educação Patrimonial Marco Zero será lançado nesta sexta-feira em Paranaguá

Paranaguá possui um dos maiores acervos de patrimônio cultural e histórico tombado no estado (Foto: Mayara Locatelli)

Paranaguá possui um dos maiores acervos de patrimônio cultural e histórico tombado no estado (Foto: Mayara Locatelli)

Na sexta-feira, 28, às 19h, será lançado em Paranaguá, na Estação Ferroviária, o Caderno de Educação Patrimonial Marco Zero, material gráfico que traz os patrimônios culturais da cidade-mãe do Paraná como a pesca da tainha e o fandango caiçara e que terá 13 mil exemplares distribuídos aos alunos da rede pública estadual e municipal de ensino. Além disso, uma oficina virtual será realizada com os estudantes. Toda a iniciativa faz parte do projeto Marco Zero, focado na restauração da Catedral Diocesana Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá.

O evento marca também o encerramento das atividades do Mês do Patrimônio. “Estamos muito felizes que este material vai chegar na mão de muitos alunos, fizemos esta tiragem de cadernos exclusiva para eles”, declarou a responsável pelas contrapartidas do projeto, a jornalista e museóloga Fernanda Cheffer.

De acordo com a assessoria, o encontro tem o apoio da Prefeitura de Paranaguá, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secultur), e do Grupo Mandicuera, que disponibilizou gratuitamente o acervo musical de fandango para ser incluído nos vídeos. “O material também foi ilustrado pelo artista parnanguara Denni Capeta. Foi uma decisão dos organizadores utilizar apenas trabalhos produzidos por artistas locais, valorizando a cultura de Paranaguá”, completa, destacando que também haverá na mesma noite apresentação do Grupo Sociedade Amigos da Música (SAM) e palestra sobre patrimônio, memória, cultura e preservação com a especialista em patrimônio histórico Maria Aparecida Soukef Nasser.

Ao todo, serão entregues nove mil exemplares do Caderno de Educação para a rede de ensino municipal e quatro mil para a estadual. “Mil exemplares ficarão à disposição na Diocese para o público em geral. Em relação à oficina, são disponibilizados três episódios divididos em patrimônio, patrimônio material e imaterial, e subcategorias do patrimônio”, acrescenta.

Sobre o Marco Zero

A etapa concluída demonstra o encerramento da primeira fase do projeto Marco Zero, onde foi levantado os dados arquitetônicos do edifício e foi feita a prospecção nas paredes – técnica de investigação usada em restauração e arquitetura para descobrir as camadas ocultas de tinta, reboco e ornamentos em edifícios antigos, entre outras ações. “A primeira etapa está sendo concluída com ações educativas para a comunidade sobre o tema. A próxima etapa do projeto Marco Zero será a de revitalização da Catedral, realizando as obras necessárias para preservar a cultura e história do ambiente”, complementa.

A iniciativa busca a restauração da Catedral, que é tombada como patrimônio histórico e artístico do Paraná a nível estadual e federal, sendo iniciado em 2023, com levantamento de informações e diversas ações já realizadas. Agora, a aprovação dos órgãos competentes está sendo aguardada para o restauro. “Ações diretas para a comunidade, como a produção e distribuição gratuita do Caderno de Educação Patrimonial Marco Zero buscam a valorização do patrimônio cultural parnanguara e a ampliam as possibilidades de falar sobre o tema nas escolas da cidade”, completa

O projeto Marco Zero é viabilizado através da Lei Rouanet, com o patrocínio da Fertipar, Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Grupo Cattalini, Terin, On Petro Combustíveis e apoio do Portos Paraná. A realização é uma iniciativa da Diocese de Paranaguá, FS4You, Inspire-C, Núcleo de Mídia e Conhecimento e Ministério da Cultura.

Com informações da assessoria 


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Leonardo Quintana Bernardi

Editor-chefe da Folha do Litoral News. Jornalista graduado pela PUC-PR com atuação desde 2012 no jornalismo impresso, online e em audiovisual, bem como em assessoria de comunicação. Já trabalhou em órgãos públicos, jornais locais, freelances em veículos de alcance nacional e desempenha suas funções na Folha do Litoral News desde 2017. Defensor do jornalismo como meio de transformação social.

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