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11 de maio de 2019

Por um Dia das Mães de reflexão

É no Dia das Mães, celebrado no domingo, 12, que grande parte das famílias se reúne e comemora a data dedicada a estas mulheres, que são mães biológicas ou que escolhem serem mães através da adoção.

É sempre neste período, em especial, que as pessoas se dão conta de que o Dia das Mães surgiu para celebrar os desafios, sacrifícios e as glórias enfrentadas por essas mulheres para criar seus filhos com amor, educação e na esperança.

O papel da mãe, assim como dos pais, deve ser de muita responsabilidade não apenas na educação de uma criança, mas na certeza de que o caminho traçado pelo seu filho será essencial também para os caminhos de um País.

Ocorre que a representatividade de uma mãe se sobressai nas famílias brasileiras. Isso porque os ambientes familiares no País são cada vez mais chefiados por mulheres. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 57,3 milhões de lares são liderados por mulheres, isto é, 38,7% das casas.

Além disso, 5,5 milhões de meninos e meninas não possuem o nome do pai no registro de nascimento. Os dados demonstram a força da presença feminina e da ausência paterna na educação dos filhos.

Portanto, colocar a mulher e, sobretudo, as mães, num patamar de destaque no Brasil através de políticas públicas que as favoreça não é frescura. Já se tornou uma necessidade. Muitas mães, sozinhas, enfrentam preconceitos, julgamentos e desafios ainda maiores para sustentar seus filhos em um País onde ainda se sobrepõe o discurso machista de inferioridade da mulher.

É preciso repensar em que se pode contribuir para que este cenário, no qual vivem milhares de mães e futuras mães brasileiras, pode ser modificado.

Num País em que a violência obstétrica atinge 1 em cada 4 gestantes, ser mãe e apoiar uma mãe são atos de coragem.

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