conecte-se conosco

Dia das Mães

Maternidade X carreira: mãe abre mão do trabalho para cuidar dos filhos

Francielli da Fonseca Porcides do Carmo contou como tem sido essa mudança de rotina

Publicado

em

Algumas mulheres, apesar de enfrentarem muitas dificuldades, encontram uma maneira de aliar maternidade e carreira profissional. No entanto, para outras, o fato de não conseguir equilibrar diversas funções é um peso, fazendo com que elas se cobrem mais e se sintam mais culpadas por não serem a profissional ou a mãe que sonharam. Uma empresa de recrutamento divulgou uma pesquisa na qual aponta que 28% das mulheres deixam o emprego após a chegada dos filhos, versus 5% dos homens.

NOVO DESAFIO

A mãe Francielli da Fonseca Porcides do Carmo tem duas filhas, Roberta (12 anos) e Raquel (6 anos). Em dezembro do ano passado, ela decidiu deixar um cargo público de sete anos para se dedicar às meninas. “Sempre trabalhei e não era a minha intenção deixar o emprego. Isso começou a aflorar em mim quando a minha filha mais velha entrou na fase da pré-adolescência, passava muito tempo no celular e não brincava muito mais de boneca. Isso foi me incomodando e coincidiu com a insatisfação no trabalho. Eu via que estava gastando toda a minha energia nas oito horas que passava fora e o tempo que sobrava eu tinha que dividir entre casa, filhos e marido”, afirmou Francielli.

Desta forma, as cobranças para ser uma melhor mãe foram aumentando, sobretudo, porque não encontrava tempo para dar total atenção às meninas.

“Eu saía cedo para trabalhar e a Roberta, a mais velha, ficava em casa cuidando da irmã. Ela tinha muitas responsabilidades, nas quais fui vendo o que era eu que tinha que fazer. E quando eu chegava em casa à noite ela queria me contar várias coisas e eu me sentia culpada. Não conseguia parar para conversar com ela. Os dias foram passando e eu vi que se realmente eu quisesse dar um futuro com qualidade no meu relacionamento com ela eu precisaria fazer uma escolha”, contou Francielli.

Nos últimos meses, ela afirmou que superou as expectativas que tinha sobre esse começo de nova rotina. “Eu preenchi um lado do meu coração que estava vazio, que era o tempo com as minhas filhas. Isso também foi bom para a minha saúde, tracei metas, comecei a ter a minha devoção com Deus todos os dias, algo que não fazia por falta de tempo, comecei a conhecer mais as minhas fraquezas e pontos fortes, nossa rotina hoje é muito legal”, disse Francielli.

“ENTÃO, ROBERTA?”

A filha mais velha, Roberta, tem um canal no YouTube que tem tido uma grande repercussão, alcançando hoje mais de 600 mil inscritos. “Consegui me dedicar mais ao canal dela, a Roberta faz 10% que é a gravação e eu faço todo o resto, eu que edito os vídeos, gero os conteúdos e participo também. Nos últimos vídeos, eu estou junto, participando com elas e estou desenvolvendo um lado que eu achei que teria muita dificuldade”, relatou Francielli.

Quando trabalhava, a mãe afirmou que não tinha muito controle sobre o que a filha acessava no celular, mas procurava orientar. “Esse controle era desregulado, hoje eu consigo ter acesso ao que ela vê, sei ao que ela gosta de assistir. Temos um bom relacionamento, de muito diálogo”, enfatizou.

Aproveitando esse gancho da Internet, Francielli tem se dedicado também à publicação de stories sobre a sua nova rotina de mais tempo em casa ao lado das filhas.

“Percebi que poderia ajudar outras mães com o meu exemplo. Tenho gravado para compartilhar minhas experiências e tenho recebido muitas mensagens de desabafo”, destacou.

Neste Dia das Mães, Francielli deixou um recado para as mulheres que vivem esse dilema da maternidade e trabalho. “Se como eu, outras mães tiverem a oportunidade de se programar e sair do trabalho para se dedicar à função de mãe, que façam isso, porque não tem nada mais recompensador para nós do que ver os nossos filhos crescerem saudáveis e nos vendo como mães e amigas. Para aquelas que vivem uma realidade diferente, que precisam trabalhar, eu digo para se programarem para quando estiverem com os seus filhos dar a eles tempo de qualidade para que eles possam ter a liberdade de dizer o que eles estão sentindo. Passar tempo com os filhos não é estar com eles no mesmo ambiente no celular, tem que interagir. É esse tempo que vai fazer a diferença na vida deles”, concluiu.

Continuar lendo
Publicidade