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Valmir Gomes

MUNIR CALLUF E MARADONA

Conheci Maradona no ginásio da Portuguesa de Desportos em São Paulo

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MUNIR CALLUF E MARADONA

Conheci Maradona no ginásio da Portuguesa de Desportos em São Paulo, décadas atrás, quando meu amigo e comentarista, Munir Calluf, foi receber um prêmio. Estavam a nossa frente nas cadeiras postas na quadra do ginásio dois jovens que se tornariam craques do futebol mundial. Falcão e Maradona. Vejam que casualidade extraordinária, aliás, minha vida sempre teve momentos como este. Um dia conto outros encontros casuais. Passamos parte da noite conversando com os dois jovens e o técnico Telê Santana, que estava presente ao evento, também como um dos que iriam ser homenageados. Anos depois, Maradona e Falcão se tornaram craques de seleção. Por coincidência, Falcão foi reinar em Roma e Maradona endeusar Napoli, ambos campeões italianos. Quanto a Telê Santana se tornou um técnico campeão nos clubes, encantando o mundo com a seleção brasileira de 1982 e 1986. Saudades do Munir, que me proporcionou grandes momentos no futebol e na vida.

ADEUS, DIEGO ARMANDO MARADONA

foto: internet

Em plena recuperação da sua debilitada saúde, Maradona faleceu, enlutando o mundo do futebol. Como jogador foi um gênio, dizem que era baixo, não cabeceava nem sabia chutar com a perna direita. E daí? Sua perna esquerda bastava, parecia um compasso, às vezes uma flecha outras vezes um pincel. Como compasso não errava um passe, como flecha era certeiro nos chutes a gol, como pincel criava e pintava jogadas dignas de um Picasso. Era gênio, e como todo gênio tinha suas manias. Afinal ninguém é perfeito. Falo e escrevo de Maradona como jogador de futebol. Não entro no mérito da sua vida particular, este é um assunto pessoal, seu e dos seus. Certamente Maradona não veio ao mundo para dar exemplo de santidade, veio para encantar com seu futebol mágico. Como amante do futebol, agradeço, isto me basta.

O PÊNALTI DA DERROTA

Não nego, o Corinthians estava um pouco melhor que o Coritiba, aliás os coxas só atacaram na segunda etapa. De repente, num lance normal, pênalti para o mosqueteiro e gol da vitória. Nem com VAR eles perdem a mania de errar a favor dos paulistas e cariocas. Principalmente Corinthians e Flamengo. Pensam que esquecemos, nos fazem de bobos, e dão explicações como se fossem um santo. Eta, futebol bosteiro!

O LIMITE E A VIDA

Às vezes, me pego pensando no nosso momento, sem dúvidas após quase um ano de confinamento, as pessoas querem extravasar, e alguns passam dos limites. Entendo que ninguém é igual, por uma questão pessoal, alguns têm mais imunidade, outros nem tanto. Daí os locais públicos lotados e mais gente contaminada. Todos sabem que enquanto não vier a vacina, vamos conviver com esta situação. Como temos o livre arbítrio, mesmo na pandemia, alguns exageram. O grande problema é levar o vírus para dentro de casa ou da empresa, infectando parentes e colegas. Muitos estão no dilema entre o limite do confinamento e a vida. Como o vírus é invisível a olho nu, aquilo que você não vê pouco teme.

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