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Semeando Esperança

Respirar a verdade das histórias boas

O 7.º Domingo da Páscoa é, para o Brasil, a celebração da Ascensão do Senhor aos Céus. Ela marca o tempo da Igreja e de sua missão, guiada pelo Divino Espírito Santo

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O 7.º Domingo da Páscoa é, para o Brasil, a celebração da Ascensão do Senhor aos Céus. Ela marca o tempo da Igreja e de sua missão, guiada pelo Divino Espírito Santo. Cremos que o Salvador da humanidade que está com o Pai, em sua glória, também está conosco, podemos sentir sua presença até o fim dos tempos, como ele mesmo prometeu: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo” (Mateus 28,19-20). Isto marca nossa identidade cristã e eclesial: anunciar Cristo ao mundo por nosso agir e, quando necessário, também por nossas palavras.

Por isso, a Igreja comemora nesta festa da Ascensão o Dia Mundial das Comunicações Sociais, sugerido pelo Concílio Vaticano II, e celebrado pela primeira vez em 1967. Na ocasião, o Papa Paulo VI inaugurou uma série de mensagens para ajudar a compreender a importância dos meios de comunicação social que compreendia na época a “imprensa, o cinema, o rádio e a televisão”. Quantas mudanças aconteceram neste meio século!

Havia, da parte do Papa, encantamento e preocupações. Ele considerava que, “graças a essas maravilhosas técnicas, a convivência humana assumiu dimensões novas: o tempo e o espaço foram superados, e o homem tornou-se um cidadão do mundo”. Tais meios são um sinal da ação de Deus “que abre à inteligência humana sempre novos caminhos para o seu aperfeiçoamento”. Ele vislumbrava, porém, algumas preocupações: “Quem pode ignorar os perigos e os prejuízos que estes nobres instrumentos podem causar a cada pessoa e à sociedade, quando não são empregados pelo homem com sentido de responsabilidade, com reta intenção, e de conformidade com a ordem moral objetiva?” Seu uso, insiste, deve levar, especialmente a juventude, a aprimorar “a própria formação, a fraternidade e a paz entre os homens”.

Celebrando, neste ano, o 54.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa Francisco, por sua vez, recorda à Igreja que “A vida se faz história”. Assim, à luz de Êxodo 10,2, somos convidados a “contar e fixar na memória” especialmente os bons acontecimentos:  “para não nos perdermos, penso que precisamos respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não as que destroem; histórias que ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos. Na confusão das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade de uma narração humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação em um tecido vivo, revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros”.

O desafio quanto ao uso de todos os meios de comunicação social requer de nossa parte, cada vez mais, responsabilidade e discernimento para, retomando São Paulo VI, favorecer a fraternidade e a paz entre as pessoas.

Deus abençoe todas as pessoas envolvidas nos Meios de Comunicação Social.