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Semeando Esperança

Feliz aquela que acreditou!

A festa do Natal está às portas: “O Senhor está prá chegar, já se cumpre a profecia. E o e seu Reino então será liberdade e alegria.”

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A festa do Natal está às portas: “O Senhor está prá chegar, já se cumpre a profecia. E o e seu Reino então será liberdade e alegria.” O ambiente de nossas casas recebeu enfeites natalinos, o comércio tem apresentado seus atrativos e a Liturgia, fonte de nossa vida espiritual, nos ofereceu a possibilidade de renovação interior por meio das leituras bíblicas, das orações e da letra dos cantos.

Então, como temos nos preparado para acolher o Senhor que vem? Cremos em Deus que vem para nos salvar? Reconhecemos, como sua Mãe, Maria (Lc 1,39-45), que nos prepararmos para o encontro com o Filho, sendo homens e mulheres de fé? Foi assim que Isabel a saudou: “Bem-aventurada aquela que acreditou.” (Lc 1,45). Contudo, como advertia John Henry Newman (1801-1890), o grande convertido, uma fé passiva, herdada e não repensada desembocará fatalmente na “indiferença” ou, pior, na “superstição”. Como viver a fé de modo a não cairmos nem na indiferença e nem na superstição?

Em primeiro lugar, é preciso tornar a fé uma experiência pessoal. Não basta acreditar no que ouvimos falar a respeito e Deus. É preciso passar de uma fé passiva e infantil, apenas herdada, para uma fé mais responsável e pessoal, como no caso dos samaritanos. Depois de ouvir a mulher que tinha conversado com Jesus junto ao poço, os samaritanos procuraram o Mestre, ficaram com ele e ouviram sua palavra. Ao final, disseram à mulher: “Já não acreditamos por causa daquilo que você disse. Agora, nós mesmos ouvimos e sabemos que este é, de fato, o Salvador do mundo.” (Jo 4,42).

Além disso, não basta afirmar que acreditamos em Deus. É preciso ter clareza em que Deus acreditamos. Cremos no Deus vivo, revelado em Jesus Cristo, ou em um Deus que responde às nossas próprias ambições e interesses? Se acredito, por exemplo, em um Deus autoritário e justiceiro, certamente tentarei dominar e julgar as outras pessoas. Se acredito em um Deus amor e perdão serei capaz de viver amando e perdoando. O Evangelho de Jesus Cristo – segundo Mateus, Marcos, Lucas e João – e a Liturgia da Igreja (e não aquela inventada por quem deseja atrair as pessoas a si mesmo) purificam nossa ideia errada de Deus e nos libertam para novas relações de fraternidade e paz. Somente ao Deus verdadeiro nós nos confiamos, pois é o único que dá sentido às nossas vidas. Pois, a fé, no dizer de Pagola, “é uma atitude viva que nos mantém atentos a Deus, abertos todos os dias ao seu mistério de proximidade e amor por cada ser humano.”Maria é, para nós, o melhor modelo desta fé viva e cheia de confiança. Ela sabe ouvir Deus no fundo do seu coração e vive aberta ao seu Projeto de salvação. Ela é, de fato, feliz por ser ter acreditado na Palavra do Senhor. E, também nós seremos se aprendermos a acreditar cada dia. Crer é  a melhor que pode acontecer em nossa vida.

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