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Pensar Verde

Saúde Única na prática

A união entre a saúde ambiental, animal e humana é chamada de Saúde Única. Esta integração de disciplinas auxilia a sociedade a compreender de maneira mais didática diversas doenças possibilitando ações de prevenção e controle

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A união entre a saúde ambiental, animal e humana é chamada de Saúde Única. Esta integração de disciplinas auxilia a sociedade a compreender de maneira mais didática diversas doenças possibilitando ações de prevenção e controle. Desenvolvemos desde 2020 um estudo referente aos 29 municípios da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). 

Esta abordagem de Saúde Única não conseguia fornecer um índice específico para avaliação de cidade, estado ou país. Aproximar estudos acadêmicos da gestão pública pode ser uma excelente maneira de aprimorar a maneira de como os governos podem realizar ações mais assertivas para suprir a necessidade dos cidadãos. Assim, o estudo desenvolvido objetivou calcular o Índice de Saúde Única (ISU) na RMC, a nona maior região metropolitana do Brasil. Os indicadores de saúde animal e ambiental foram obtidos junto às Secretarias Municipais de Meio Ambiente ou pastas que tratavam da área ambiental. Foram realizados contatos tanto telefônicos quanto por e-mail. Uma das dificuldades do levantamento de informações foi o número baixo ou até mesmo a falta de profissionais especializados capazes de responder às demandas do estudo. 

O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) foi utilizado como indicador geral de saúde humana. Uma análise estatística foi aplicada em associação com a população da cidade, renda per capita e distância da capital Curitiba. No geral, um ISU mais alto foi associado a uma cidade mais alta população e renda, e menor distância da capital, e tendência das cidades de baixa renda apresentarem menor ISU em comparação com cidades de renda mais alta. 

Em conclusão, o ISU proposto neste estudo retrata uma representação holística da saúde geral de uma cidade. Além disso, as questões animais devem ser consideradas parte da sustentabilidade local e global, considerando o ISU para calcular os índices de sustentabilidade. Precisamos cada vez mais capacitar os municípios para que os dados científicos orientem políticas públicas. Só assim aumentaremos a assertividade das ações, melhorando assim, a qualidade de vida da população.