O Marujo

A live que virou ensaio de pouca audiência e muito déjà-vu

Lançamento da campanha de Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná teve público insignificante, discurso nacional e quase nenhuma proposta concreta para o Estado

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A primeira grande mobilização digital da campanha de Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná entrou no ar com pompa de estreia e saiu com audiência de reunião de condomínio.

Ao lado dos candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), Moro não conseguiu reunir sequer 400 espectadores simultâneos. Duas horas depois, cerca de 3 mil pessoas haviam passado pela transmissão.

Para uma chapa que pretende governar um Estado com mais de 11 milhões de habitantes, convenhamos que até grupo de família no WhatsApp tem momentos de maior mobilização.

E havia um detalhe ainda mais curioso, o Paraná estava quase ausente na conversa sobre o Paraná. Estranho, né?

O cardápio foi servido como nos velhos tempos com Lula, PT, corrupção e mais Lula. Tudo muito nacional, muito conhecido e, principalmente, muito repetido.

Faltou aquilo que costuma aparecer quando alguém realmente quer governar como projeto, números, prioridades, prazos e respostas para os problemas concretos do Estado.

O eleitor paranaense, aparentemente, terá de esperar outra live para descobrir o que Moro pretende fazer além de combater o PT, missão que, pelo visto, já vem pronta de fábrica.

Quando finalmente o Paraná entrou em cena, foi quase como participação especial. Uma das poucas propostas concretas mencionadas foi a construção de uma penitenciária de segurança máxima. Onde? Não se sabe. Quando? Também não. Quanto custará? Silêncio. Qual capacidade? Mistério. E o mais interessante é que esse detalhamento sequer aparece no plano de governo apresentado. Ou seja, até a penitenciária ficou sem endereço certo.

No primeiro dia oficial de campanha, a chapa prometia uma grande demonstração de força. Entregou uma live com pouca gente assistindo e muito discurso conhecido.

Por enquanto, a campanha de Moro (PL) parece ter descoberto uma curiosa fórmula eleitoral; falar muito sobre Brasília para quem está no Paraná e esperar que o Paraná se reconheça no discurso. Só esqueceram de combinar isso com o eleitor.

E digo mais para Sergio Moro (PL), talvez o seu melhor lugar continue sendo Brasília, como senador pelo Paraná. Lá você ficará até 2031.


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Marujo

Navegador dos Sete Mares, bem-humorado e com certa dose de picardia

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