MAHATMA GANDHI
Profª Lúcia Helena Freitas da Rocha
A Não-Violência e a Cultura de Paz é lembrada no dia 30 de janeiro em homenagem ao líder pacifista indiano Mahatma Gandhi, que teve sua vida interrompida nesta data.
Mahatma Gandhi foi um dos maiores líderes pacifistas da história, levando multidões a conhecer e a praticar o significado da não violência, na sua luta pela independência da Índia. Certa vez o líder indiano comentou o seguinte: “Posso até estar disposto a morrer por uma causa, mas nunca a matar por ela!”. Quando, em certos momentos, a violência começou a se manifestar entre os indianos, Gandhi praticou o jejum, por duas vezes, colocando em risco a sua própria vida, com o objetivo de sensibilizar seus seguidores a não fazer uso da violência.
Mahatma Gandhi foi um dos principais representantes na luta pelos direitos humanos, exercendo grande influência na conquista da independência da Índia, que era colônia da Inglaterra. Além disso, ele também foi uma das principais inspirações de líderes como Martin Luther King e Nelson Mandela. Gandhi liderou campanhas nacionais pacíficas para várias causas sociais, tais como contra a intolerância religiosa e o fim do racismo, por meio do princípio do “satyagraha” e do autogoverno. Estes, dentre outros feitos de Gandhi, podem inspirar muitas gerações que viveram depois dele, assim como o mundo contemporâneo;
Gandhi denominava a sua filosofia política usando o termo satyagraha: satya significa verdade e graha é uma referência à insistência ou força. A força da verdade se traduz como resistência não violenta e é frequentemente descrita como “resistência passiva”. No entanto, não havia nada de passivo no entendimento de Gandhi sobre satyagraha, para ele significava o engajamento ativo para resistir às leis injustas, valendo-se de táticas não violentas.
Gandhi denominava a si mesmo como um “revolucionário não violento”. Ele ainda goza de uma reputação global como o grande expoente dessa estratégia, que eleva a não violência ao nível de um princípio e um fim em si mesma. Mas essa estratégia pode funcionar na prática hoje em dia?
Como vivemos numa época em que carecemos de bons modelos éticos para guiar nossas ações, busquemos nas belas páginas das vidas dos grandes líderes do passado a inspiração necessária para fazer a nossa parte na construção de uma cultura da paz no presente. E se houver lutas nesta construção, que elas aconteçam com a força da alma!





