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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

O farol das conchas completou 150 anos

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Sucessão no IHGP

Nos idos de 1850, o porto recebia embarcações nas barrancas do Rio Taguaré (Itiberê), conforme as crônicas de Antônio Vieira dos Santos. Suas citações demonstravam a sua visão do futuro do porto, falando de suas barras, da necessidade de dragagem, balizamento e construção de um farol. Antônio Vieira dos Santos ponderava: “Qual é o Porto do Império do Brasil que tem na costa marítima tão vantajosa localidade? Feliz é qualquer nação do globo, que tem em seus litorais, portos com barras francas onde possam atrair ao seu centro o comércio mercantil e são estes que fazem a felicidade desses mesmos países e onde repentinamente sê vê ressurgir florescentes cidades.” 

O ano de 1872 transcorria em um período de grande movimentação no porto, ainda nas barrancas do Rio Itiberê, Paranaguá vivia o Ciclo Econômico da Erva Mate com o aumento da frequência de navios. Era necessário facilitar a entrada da barra e permitir maior segurança à navegação. Foi então resolvida a construção de um farol e escolhido o Morro das Conchas, que lhe deu o nome, na Ilha do Mel, no lado oriental, na entrada da baía.  Era ministro da Marinha na época, o Barão de Cotegipe e a firma inglesa, de Glasgow, P & W MADENAN foi a responsável pela sua construção. O farol foi finalmente inaugurado em 25 de março de 1872. Em suas características iniciais, compunha-se de uma torre de metal, de formato troncônico, com 6,0 m. de base e de 18,0 m. de altura. Seu foco situa-se a 67,0 m do nível do mar e sua luz alcançava aproximadamente 20 milhas (cerca de 40 km). Emitia luz branca com grupo de três lampejos a cada 15 segundos de intervalo.

Em 1977, suas características foram alteradas, passou a ser de acendimento automático, a gás, atualmente, opera de forma desguarnecido, e a sua fonte de luz é obtida através de uma lâmpada elétrica abastecida com captação de energia solar por placa fotovoltaica.  Apesar dos recursos modernos de navegação, o Farol continua sendo importante ponto de referência para segurança da navegação de todas embarcações e em especial, as de menor porte e pescadores.  Informações dão conta que a Capitania dos Portos do Paraná, está desenvolvendo um projeto para restaurar a instalação, e mantê-la operando. Para a comunidade, é importante manter a conservação deste grande monumento, testemunha de vários fatos importantes de nossa história, e do desenvolvimento da cidade e de seu porto.

Almir Silvério da Silva – IHGP

Diretor do Museu da Imagem e do Som IHGP- Biênio 2021-2022

Referências:

Morgenstern, Algacyr, Porto de Paranaguá Contribuição à História 1648-1935, Paranaguá, 1985.

VIEIRA DOS SANTOS, Antônio. Memória Histórica da cidade de Paranaguá e do seu município, v. II. IHGP: Paranaguá, 1998.

Capitania dos Portos do Paraná – CPPR

Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá – IHGP

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