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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

O CARNAVAL DE RUA NA PRAÇA FERNANDO AMARO

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Sucessão no IHGP

Dando continuidade ao texto da nossa última coluna, o texto de hoje trata sobre o carnaval de rua e sua ligação com a Praça Fernando Amaro. A praça sempre foi um espaço de encontro dos foliões que se reuniam para pular o carnaval, desfilar, sentar nos bancos e namorar sob a sombra das árvores. Durante as décadas de 1930 e 1940, o espaço da praça era também utilizado para o desfile do bloco infantil e para a coroação do rei e rainha do carnaval de Paranaguá. 

No ano de 1940, o desfile dos blocos de rua era um dos principais atrativos. Os foliões faziam o trajeto pelas ruas Silva Lemos, XV de novembro, Presciliano Correia, contornavam a Praça Fernando Amaro e se encontravam no Largo Arthur de Abreu. Nesse ano, ocorreu um concurso para julgar o melhor bloco de rua. Entre os blocos que concorreram estavam: Boi do Sul, Caipiras do Sertão, Bando do Lampião, Itiberê, Mimo das Flores, Boi da cara branca, Índios do Atlântico, Baianas do amor, entre outros. O bloco que apresentasse a melhor performance, animação, beleza e desenvoltura, ganhava um carregamento de cerveja e chopp Brahma, além de taças de premiação que eram expostas na vitrine da casa Alberto Veiga e Cia. 

O carnaval de Rua Paranaguá atraia muitos turistas e era considerado um dos melhores do Estado do Paraná. Crianças, jovens, adultos e os mais experientes, independentemente da idade, se reuniam nos entornos da praça e da estação ferroviária para festejar. Falar de carnaval e da praça Fernando Amaro é lembrar dos tempos alegres que permanecem registrados nos antigos jornais, fotografias e nas memórias dos foliões. 

Fontes utilizadas:

HEMEROTECA DIGITAL DA BIBLIOTECA NACIONAL. ROCHA, Severo Cavalcanti. O Diário de Paranaguá. In: O Estado do Paraná, ano 1, ed. 77. Curitiba, 31 de dezembro de 1936. p. 10.

________________________. O carnaval em Paranaguá: Animadíssimos para o carnaval de rua. In: O Dia, ano 17, ed. 5063, Curitiba, 31 de janeiro de 1940. p. 2

Priscila Onório Figueira

Historiadora