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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

GABRIEL DE LARA

Segundo Nicolas (1964), Gabriel de Lara era filho do fidalgo espanhol Dom Diogo Ordonez de Lara e de Dona Antônia de Oliveira

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Segundo Nicolas (1964), Gabriel de Lara era filho do fidalgo espanhol Dom Diogo Ordonez de Lara e de Dona Antônia de Oliveira. Nasceu na Vila de Parnaíba em São Paulo, no limiar do século XVII. Conforme a autora citada, sabe-se que ficou sem o pai logo cedo, porém, seu padrasto investiu muito em sua educação. 

Gabriel de Lara era bandeirante e atuou nas descobertas auríferas e no apresamento de indígenas destinados à escravidão. Waldomiro Freitas, também destaca que, Gabriel de Lara explorou a Baía de Paranaguá, no decorrer de 1640, para aqui residir. Dirigindo-se a Paranaguá, aliou-se ao iniciador do povoamento da Ilha da Cotinga, Domingos Gonçalves Peneda. Ao encontrar minas de ouro de aluvião na Baía de Paranaguá, Gabriel de Lara foi a São Paulo, comunicou o fato e registrou oficialmente as descobertas. Sua ideia era conseguir autorização para criar a vila de Paranaguá, de modo a realizar eleições, instalar a câmara e constituir um governo para administrar e fazer justiça. Gabriel de Lara, desse modo, enviou um memorial ao rei Dom João IV, retratando o estado em que se encontrava o litoral de Paranaguá. Finalmente, após a insistência, o governador do Rio de Janeiro, Duarte Correia Vasqueanes, em nome do rei Dom João IV, autorizou o levantamento do pelourinho. A ereção se realizou no dia 6 de janeiro de 1646, no local onde se encontra o largo do antigo mercado. O pelourinho, constituído de uma coluna de pedra, trabalho em cantaria, sextavada, colocada sobre uma base também em cantaria, encontra-se atualmente, no Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá (FREITAS, p.71-73).

Logo em seguida, Gabriel de Lara requereu a instituição oficial do povoado à margem esquerda do rio Taguaré (atual rio Itiberê), com a denominação cristã de Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá. O Foral, com força de Carta Régia, perpetuou o dia 29 de julho como data da elevação do povoado à categoria vila – Vila de Nossa Senhora do Rosário de Paranaguá.

Gabriel de Lara casou-se com a parnanguara, Dona Brígida Gonçalves. Nessa união nasceram dois filhos: Maria de Lara e Antônio de Lara. Faleceu por volta de dezembro de 1682. Foi um grande visionário, muito além do seu tempo. Ah! Capitão Povoador, jamais poderia imaginar que esse pedaço de terra do Brasil se tornaria muito rico e vicejante. E hoje, esse povo, essa gente alvissareira, agradece ao bravo povoador, administrador, Gabriel de Lara. Mais de três séculos se passaram na marcha do tempo, mas os Parnanguaras, nesse longo período, jamais esqueceram esse grande vulto.

Sônia Machado

Historiadora

Diretora Secretária do IHGP

Referência:

FREITAS, Waldomiro de. História de Paranaguá: Das origens à atualidade. Paranaguá: IHGP, 1999.

NICOLAS, M. Almas das Ruas de Paranaguá. Série A, 4° Fascículo. Curitiba, 1964. Pág. 09 a 11.VIANA, M. Paranaguá na História e na Tradição. Paranaguá, 1971. 374 p.

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