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Educação com Ciência

A poluição do ar pode influenciar na atividade cerebral?

O aumento no número de doenças e transtornos mentais é evidente. Condições psiquiátricas têm afetado milhões de pessoas em todo o mundo.

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O aumento no número de doenças e transtornos mentais é evidente. Condições psiquiátricas têm afetado milhões de pessoas em todo o mundo.

Em meio científico, muito se questiona sobre os fatores que influenciam este aumento. O fator genético sempre teve sua prevalência no desenvolvimento dos transtornos. No entanto, novos estudos têm atribuído grande relevância ao aparecimento, agravamento e progressão dos transtornos mentais, às condições ambientais, mais especificamente à poluição.

Um estudo, realizado nos EUA e Dinamarca, afirma que os efeitos ambientais contribuem para um risco de 55% a 66% para o desenvolvimento da depressão, 32% para transtorno bipolar e 23% para esquizofrenia, além de desempenhar grande participação na saúde mental e função cognitiva dos indivíduos.

As condições ambientais investigadas no estudo incluíram a qualidade do ar, da água e da terra, analisando os componentes poluidores existentes nestes meios que são considerados neurotóxicos.

As vias respiratórias interagem diretamente em comunicação com o cérebro, e a inalação de substâncias tóxicas causam uma inflamação neuronal.

No cérebro existem células denominadas micróglias que dão suporte ao funcionamento cerebral e estas produzem substâncias regenerativas quando o cérebro é lesionado ou seu ambiente é perturbado. A depressão, por exemplo, é associada à neuroinflamação e a desregulação da micróglia.

O estudo referenciado neste artigo indica que o ambiente físico, em particular a qualidade do ar, merece maior atenção nas pesquisas que buscam elucidar os contribuintes ambientais para o risco de doenças neurológicas e psiquiátricas. No entanto, os autores registram que mais pesquisas são necessárias para avaliar os impactos diretos da poluição as neuroinflamações.

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