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Crônicas

O Riso, o Raso e a Reza

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O Riso, o Raso e a Reza

“Precisa ser um ano mais leve”. Com essa frase, em meus pensamentos, acompanhei o ponteiro do relógio saltar de um minuto a outro e cravar meia-noite. Pronto, adentrei 2021 com um sorriso estampado no rosto. Um jeito gracioso de dar às boas-vindas aos próximos 365 dias.

Mas, como sei, que de nada adiantam as palavras se as atitudes não dão o ar da graça, decidi que a minha primeira leitura do ano seria de puro entretenimento e humor.

O título não poderia ser outro “O Riso, o Raso e a Reza”, do meu amigo Beto Pacheco, cumpre com louvor os requisitos e provoca aquela sensação gostosa de estarmos conversando lado a lado. 

Se estou aqui, hoje, escrevendo esta crônica, para uma coluna de jornal, devo boa parte dessa trajetória ao Beto. Ele foi o cara que, em 2011, me incentivou a continuar escrevendo e liberar meus textos para publicação. 

Beto e eu, em algum momento de nossas vidas, fomos capturados por esse gênero que tem a capacidade de descrever o dia a dia, de contar casos e aguçar o nosso olhar para o lado e perceber que o que está acontecendo ao nosso redor pode sim virar uma crônica. 

Em “O Riso, o Raso e a Reza”, Beto nos entrega trinta e seis textos de sua autoria e um bônus: a letra de uma música também autoral e que é nada mais, nada menos que o título do seu segundo livro. Sim, porque Beto quis ser pai literário pela segunda vez. O primeiro filho é “O fantástico mundo das quinquilharias”, lançado em 2013.

Humor é o seu carro-chefe. Duvido você não rir com a crônica “Orelha e eu”, em que o autor nos apresenta o cachorro Orelha e o que acontece nas hilárias fugidas do animal portão afora. Essa e tantas outras fazem parte deste livro que já começa nos encantando pela capa assinada por Fabiano Vianna, responsável também pelas ilustrações nas páginas.

Mas nem só de humor trata “O Riso, o Raso e a Reza”. Em “Carta para Tatára”, Beto escreve em prosa-poética e é aí que ele rasga o coração. Externa em palavras escritas a dor da perda, mergulha nas lembranças e no jorro das letras vai compondo um texto que, de alguma forma, é capaz de ir organizando o que lhe perfura o peito. Brotando saudade, ele escreve para Tatára: “Tua arte acendeu fogueiras nas geleiras curitibanas, véio”.

“O Riso, o Raso e a Reza” também traz esse poder de nos aquecer.

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