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Centro de Letras

Batalha do Irany

A campanha contra os “fanáticos” – como depreciadamente chamavam os rebeldes seguidores do monge José Maria

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A campanha contra os “fanáticos” – como depreciadamente chamavam os rebeldes seguidores do monge José Maria – movimentou o Paraná inteiro e homens da força policial de Paranaguá também acompanharam o Coronel João Gualberto. Segundo o principal jornal local, o encontro entre os dois exércitos ocorreu na “região de Capinzal”, perto da “fazenda do Irany”, e terminou de maneira trágica. O Regimento de Segurança, melhor armado, mas em menor número, foi atacado de surpresa logo que o dia 22 de outubro amanheceu. Os rebeldes perderem 120 homens e seus principais líderes, até mesmo o monge, e no lado do governo paranaense morreram 40 homens e alguns comandantes, inclusive João Gualberto.

A morte de João Gualberto gerou revolta e indignação no meio político e militar. Na edição de 24 de outubro, a primeira página do “Diario do Commercio” foi toda sobre o acontecimento, informando que os vereadores reuniram-se à noite e enviaram um telegrama ao Presidente do Estado, assim como fizeram o prefeito e várias outras pessoas de Paranaguá. A mocidade indignada, após discursos e palavras de ordem, percorreu as ruas exigindo vingança e se oferecendo para enfrentar os “fanáticos”. Da mesma forma respondeu o clube de caçadores “Tiro 99” (grupo civil com armas, fardamento e treinamentos – um tipo de escoteiros para adultos, levado bastante a sério pelos participantes, que se comportavam como militares). Inclusive, foram alguns integrantes do clube de tiro “Rio Branco”, de Curitiba, que buscaram o corpo do Coronel, abandonado nos campos de Palmas, pois durante a fuga os mortos ficaram para trás.

Os caçadores recuperaram o corpo e o enterro aconteceu no início de novembro em Curitiba, com a participação de muita gente e autoridades, inclusive de Paranaguá, especialmente o clube de caça “Tiro 99”… (continua)