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Ciência e Saúde

Sesa confirma sete casos de sarampo no Paraná

Boletim semanal aponta que todos foram importados de outras regiões do País

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Na última semana, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) divulgou o primeiro boletim do sarampo, um documento que traz um panorama geral sobre os casos da doença em todo o Paraná. Já são sete casos confirmados, todos importados de outras regiões do País. No litoral do Paraná, há apenas uma suspeita da doença, trata-se de um menino de sete anos, morador em Paranaguá.

De acordo com o boletim da Sesa, o Paraná tem 65 casos notificados, sendo sete confirmados, 47 em investigação e 11 descartados. O primeiro caso confirmado foi em Campina Grande do Sul, quatro foram registrados em Curitiba, um em Rolândia e um em Jacarezinho. Dos sete casos de sarampo, seis apresentam provável fonte de infecção o Estado de São Paulo e um em Santa Catarina.

Em Campina Grande do Sul e Jacarezinho não foram registrados casos secundários, ou seja, o período de incubação já passou, os pacientes retornaram à rotina normal e não há situações notificadas de casos de contaminação por esses pacientes.

PODE ACOMETER TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS

O sarampo é uma infecção viral, aguda, altamente contagiosa, transmitida por via aérea, através da fala, espirro, tosse e respiração. Todas as faixas etárias estão suscetíveis, tendo maior gravidade nos extremos de idade. Dos casos confirmados no Paraná, quatro têm entre 20 e 29 anos, dois têm de 40 a 49 e um entre 50 e 59.

O vírus pode levar a complicações como encefalite, meningite e pneumonia. Quando há suspeita, o paciente recebe orientação, é isolado em domicílio e são realizadas as coletas de amostras para testes da doença. Até que o resultado seja concluído, é realizado o bloqueio vacinal seletivo, ou seja, a vacinação das pessoas que estiveram no mesmo ambiente ou próximo ao paciente com suspeita. A ação busca interromper a cadeia de transmissão viral com a vacinação seletiva de todos os contatos.

SUSPEITA NO LITORAL

A Secretaria Municipal de Saúde de Paranaguá informou que ainda não houve divulgação do resultado da suspeita de sarampo no município. No entanto, o quadro do menino de sete anos é estável, ele está em casa e recebe acompanhamento da equipe do Departamento de Vigilância Epidemiológica.

Até a quinta-feira, 29, o bloqueio epidemiológico realizado resultou em 225 pessoas vacinadas, entre estudantes da escola na qual o menino estuda, pessoas da igreja a que frequenta e familiares. O paciente esteve recentemente no Uruguai e seus avós fizeram viagem a São Paulo, Estado que registra surto da doença.

QUEM DEVE TOMAR A VACINA

Após 20 anos sem registros de sarampo, a infecção viral voltou a acometer a população de todas as faixas etárias e reacende o alerta sobre a necessidade de vacinação.

A dose zero deve ser aplicada em crianças entre seis e onze meses. A dose número 1 aos 12 meses de vida com a vacina tríplice viral (que previne sarampo, caxumba e rubéola), e a dose 2 aos 15 meses com a vacina tetra viral (que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora). A população com até 29 anos deve receber duas doses da vacina.

Pessoas entre 30 e 49 anos devem ter o registro de uma dose para serem consideradas vacinadas. Acima dos 50 anos, a vacina é indicada apenas nos casos de bloqueio vacinal após a exposição com casos de suspeita da doença ou confirmados. Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas. E aquelas que desejam engravidar, devem aguardar no mínimo 30 dias após receber a dose da vacina. Os profissionais da área da saúde devem ser vacinados com as duas doses da Tríplice Viral em qualquer faixa etária, independente se atuam na atenção primária, secundária ou terciária.

QUEM NÃO DEVE TOMAR A VACINA

Pessoas com a imunidade baixa, mulheres grávidas e menores de seis meses de idade não devem tomar a vacina.

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