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Ciência e Saúde

Maternidade anexa ao HRL passa por ajustes antes de ser entregue à população

Espaço contará com 24 leitos e a intenção é implantar também um Banco de Leite, serviço inexistente em todo o litoral

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O Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá, é uma referência em atendimentos em toda a região e a reforma do prédio anexo para o funcionamento de uma maternidade chama a atenção de quem passa pelo local. As obras foram entregues no fim do ano passado, mas a maternidade ainda não está em funcionamento.

O diretor da 1.ª Regional de Saúde, José Carlos de Abreu, explicou que algumas adequações precisarão ser realizadas antes da entrega para a população. “Quando assumimos, no início do ano, uma das preocupações do secretário de Saúde era saber exatamente em que momento essa maternidade poderia entrar em funcionamento, visto que ela será operada pela Funeas (Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná). Nós já visitamos o local e verificamos algumas dificuldades para abrir de forma imediata. Foram realizados alguns testes e observados alguns problemas construtivos”, declarou Abreu.

“Uma das questões que vamos colocar, como uma diretriz de governo, é trabalhar de forma definitiva o parto humanizado nos nossos hospitais”, enfatizou o diretor da 1.ª Regional de Saúde, José Carlos de Abreu

Uma das adequações que precisarão ser feitas é quanto à instalação de ar-condicionado também na parte do ambulatório, localizado no térreo. A obra tratou de uma reforma e não de uma construção do zero e, de acordo com Abreu, o projeto é de 2008, e agora é preciso fazer alterações tanto na estrutura como no conceito de funcionamento do espaço. “Uma das questões que vamos colocar, como uma diretriz de governo, é trabalhar de forma definitiva o parto humanizado nos nossos hospitais. Para isso, precisamos fazer alguns ajustes na disposição das salas de parto, por exemplo”, acrescentou Abreu.

Nesta semana, uma equipe da Vigilância Sanitária do Estado do Paraná esteve no Hospital Regional do Litoral para analisar essas adequações, que não devem ser de grande porte, mas são fundamentais para o bom funcionamento da maternidade.

“Não queremos abrir para daqui uma semana termos que fechar novamente devido à inadequação. Sabemos que há uma expectativa grande não só da comunidade como dos órgãos de controle, o Ministério Público já nos perguntou sobre a data de abertura. Alguns problemas já foram em parte sanados”, disse Abreu.

Será preciso também refazer um desenho de fluxo dentro da maternidade, pois a UTI neonatal permanecerá no HRL.

A tendência do Estado é priorizar o parto humanizado, desta forma, seria possível, por exemplo, que os pais participem do nascimento dos filhos. “Pouca gente sabe que este é o 4.º maior hospital do Paraná. Mas, como todo hospital público, temos problemas. Em particular quanto à maternidade, a nossa maior preocupação é trabalhar as questões que estão além do atendimento médico, precisamos trabalhar processos de humanização do parto. Essa maternidade precisará ter essa característica, precisamos ter um bom espaço para acolhimento da gestante para que ela seja bem atendida na hora do parto e depois, com segurança”, afirmou Abreu.

CAPACIDADE

Segundo Abreu, a maternidade deve ter 24 leitos, que serão suficientes para atender à demanda histórica de partos na região. De acordo com dados fornecidos pela 1.ª Regional de Saúde, entre a população presente nos sete municípios do litoral, no ano passado, 21% são cobertas por planos de saúde particulares, o restante depende do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A maternidade foi projetada para atender à demanda de partos da região”, afirmou Abreu. Somente em 2018, nasceram no litoral, 3.020 bebês pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Quase 70% dos nascidos vivos nasceram pelo SUS, não necessariamente no Hospital Regional, pois há municípios no litoral que também possuem hospitais. Somente no Hospital Regional, em 2018, nasceram 2.098 crianças”, comentou Abreu.

BANCO DE LEITE

Ainda inexistente em todo o litoral, um Banco de Leite deve ser implantado na maternidade para promover e incentivar o aleitamento materno, sendo responsável também pela coleta, processamento, controle de qualidade e armazenagem de leite materno. Após a coleta e processamento, o leite poderá ser distribuído a bebês prematuros de baixo peso, que possuem alguma patologia ou que não podem ser alimentados diretamente pelas próprias mães. “O Banco de Leite é algo simples de ser implantado, mas que precisa ter um espaço de acolhimento para as mulheres que vão fazer esse gesto nobre de doar o seu leite e isso ainda não existe no litoral, o que é inadmissível”, concluiu o diretor da 1.ª Regional de Saúde.

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