Prof. Leônidas Boutin
Também chamada Fortaleza da Barra ou da Ilha do Mel.
Sua construção foi iniciada em 19 de janeiro de 1767 sob o comando do Coronel Afonso Botelho de Sam Paio e Souza, que trouxe a Paranaguá a importância de 400 mil reais da Fazenda Real. A Câmara de Paranaguá acrescentou mais 250 mil reais. O restante foi pago pelos homens bons, isto é, pela pequena burguesia local pressionada, que antes havia protestado alegando não terem condições financeiras.
A construção da fortaleza deveu-se às ameaças de corsários e das pretensões espanholas ao sul.
O local da construção foi a Ilha do Mel, antes denominada de ilha da Baleia.
Trabalharam na obra 500 operários, durante três anos ininterruptos. O coronel e alguns operários ficaram instalados no Colégio dos Jesuítas, em Paranaguá, nessa época já abandonado em virtude da expulsão dos jesuítas.
O dinheiro não foi suficiente e foi necessário acrescentar mais 3 mil reais para a sua conclusão.
Sobre as imponentes muralhas de granito lavrado estão cinco baluartes trabalhados em cantaria.
A Fortaleza estava equipada com seis canhões, sendo dois de calibre 23, dois de calibre 18 e, dois de calibre 12.
Dispõe de paiol de pólvora, alojamento para soldados, cadeia e outras dependências.
Em 1770, a Real Fazenda remeteu mais 2 mil reais para as despesas finais complementares.
Foi inaugurada em março do mesmo ano.
Sobre o grande porta de entrada, está colocado um escudo em pedra lavrada, representando as armas de Portugal e, logo abaixo, o brasão dos Botelho.
Ao lado, numa grande pedra, consta entalhado o seguinte:
“1770 – Reinando, em Portugal, o Sereníssimo Senhor Dom José I. Mandou fazer esta Fortaleza, o Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Dom Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, Senhor da Vila de Ovelha, Morgado de Matheus, Fidalgo da Casa de Sua Majestade. Comendador da Ordem de Cristo, Governador da Fortaleza de Vianna e Capitão Geral desta Capitania de São Paulo, no ano IV do seu Governo, de 1769.
A velha Fortaleza parece que só serviu uma vez, por ocasião do incidente do Cormorant, em 29 de junho de 1850, quando abriu fogo contra aquele navio inglês.
Ficou por muito tempo abandonada. Em 1821, foi restaurada e nela recolocados alguns canhões anteriormente retirados.
É atualmente monumento tombado e conservado, porém sem nenhuma função estratégico-militar.
Ref.: BOUTIN, Leônidas. Breve História de Paranaguá. 1993





