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Política

Reflexos das eleições

Associação dos Jornais Diários do Interior opina sobre resultados

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O resultado das eleições municipais no Paraná sinalizou dois caminhos claros para os agentes políticos: primeiro, que greves, invasões, gritos com palavras de ordem ao megafone são atos repudiados pela maioria da população; segundo, que quem passou pelo crivo do voto precisa modificar a maneira de atuar, pois ninguém acredita mais em promessas falsas de campanha e falta de transparência em governar – daí a maré de votos nulos, brancos e principalmente de abstenções verificadas nos dois turnos das eleições municipais.

Falar sobre um vencedor seria prematuro, mesmo porque há de se verificar o desempenho de prefeitos e vereadores nos 399 municípios do Estado. Mas o resultado que saiu das urnas dá um aval sem precedentes ao governador Beto Richa – ele mesmo que, desde que adotou medidas duras e impopulares para manter a economia do Estado protegida do tsunami avassalador do desastre da economia do País (obra dos governos do PT), viu sua popularidade despencar dos 70% positivos para o mesmo número negativo.

Qual seria a explicação, então, para o que as urnas do Paraná acabam de revelar? O PSDB, partido de Richa, e seus aliados conseguiram vencer em 236 municípios, elegendo os respectivos prefeitos (66 são tucanos). Para quem gosta de números, isso significa 75% dos 399 municípios do Estado. “Essa é uma base de apoio nunca antes vista no Paraná”, analisou o chefe da Casa Civil Valdir Rossoni.

Na linguagem popular, provavelmente “caiu a ficha” do eleitor paranaense ao ver que, a despeito de todo barulho feito pelo PT e seus porta-vozes, principalmente dos sindicatos de funcionários públicos, a história do golpe que derrubou Dilma Rousseff sempre foi uma balela para encobrir a falência do País, a multidão de desempregados, a contínua revelação da roubalheira perpetrada para a manutenção do poder, enfim, a bagunça generalizada.

A maioria dos Estados brasileiros quebrou e servidores públicos penam há um ano recebendo o salário parcelado. E aqui, o que aconteceu? Talvez a maneira discreta de ser do governador tenha gerado desconfiança, mas os fatos superaram fofocas e as manifestações dos que são contra por ser contra e por serem orientados.

Até agora não há um dia de atraso em pagamentos de servidores, as contas foram mantidas dentro de um nível tolerável e, com esta segurança em meio à tormenta, os investimentos  em indústrias vieram, porque foi readquirida a confiança que foi pulverizada pelos governos de Roberto Requião.

As ocupações das escolas, a greve dos professores fora de propósito, tudo isso mostrou um outro lado: nunca antes as portas do Palácio Iguaçu estiveram tão abertas para tentativas de negociação.

O governo não venceu, apenas mostrou qual o lado sensato. O eleitor agora deu o voto de confiança. Resta a quem recebeu solidificar isso.

Da Redação ADI

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