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Polícia

Bombeiros orientam sobre nadar em rios, lagos e represas

Oficial ressalta que é importante não se banhar em locais ermos e sim onde há maior con-centração de pessoas e atendimento de guarda-vidas

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O Corpo de Bombeiros do Paraná tem atuado fortemente nas ações preventivas para evitar afogamentos e incidentes em rios, represas, lagos e açudes. Somente em Morretes, no Verão Paraná 2016/2017, foram registrados seis resgates (salvamentos) e um óbito, contra cinco resgates e três óbitos na temporada passada.

Os bombeiros procuram dar dicas de locais para banho, bem como entregam material educativo sobre prevenção, mas apesar das orientações muitas pessoas insistem em se banhar em regiões sem a proteção de guarda-vidas.

Outra preocupação neste período do ano são as conhecidas cabeça d'água (aumento súbito de água) que podem ocasionar vítimas fatais.  De acordo com as informações, divulgadas no site da Polícia Militar do Paraná, os dados correspondem de 22 de dezembro de 2016 a 29 de janeiro de 2016 comparado com o mesmo período do verão anterior.

“A flutuabilidade no rio é menor, então as pessoas também pensam que o rio é mais seguro, mas ele esconde muitos perigos como pedras e galhos onde podemos nos enroscar. Quando a água está descendo com bastante velocidade existe a presença de espuma que não permite que a gente flutue ou que possamos praticar a natação, então por mais que a pessoa saiba nadar ela não vai conseguir”, explica o tenente Murilo de Oliveira, do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o oficial, é importante não se banhar em locais ermos e sim onde há maior concentração de pessoas e atendimento de guarda-vidas, os quais ficam em locais específicos. “Percorremos os principais pontos de locais de banho e fazemos a prevenção distribuindo panfletos e avisando sobre a prática de lazer sem riscos. Também disponibilizamos alguns materiais flutuantes, como boias com cordas”, conta o tenente Oliveira.

 

CABEÇA D'ÁGUA

 

Outro fator comum neste período do ano são as cabeças d'água. Alguns rios, sobretudo aqueles localizados na base das regiões de serra, estão sujeitos a este fenômeno que trata-se do aumento súbito do volume, velocidade e nível do rio que pode provocar o arrastamento de pessoas, seguido de morte por afogamento. Tal alteração, na maioria dos casos, é provocada por fortes chuvas nas montanhas “rio acima”, mesmo com tempo bom e sol “rio abaixo” no local de banho.

Segundo o tenente Oliveira, este fenômeno é um risco principalmente para as pessoas que não conhecem o local e também não sabem reconhecer os sintomas de uma cabeça d'água. “Algumas orientações são importantes, como ouvir barulhos (estrondos) provenientes de algo como água, rochas e galhos em colisão e em turbilhonamento, mudança na cor da água, aumento do nível e velocidade de escoamento do rio em período de poucos segundos, bem como a chegada de detritos e sedimentos como folhas, galhos e ramos”, conta o tenente Oliveira.

“Para quem for praticar uma atividade como o boia cross, pedimos que utilizem o EPI adequado, como colete e capacete, para que esse equipamento forneça uma flutuação que permita que a pessoa brinque no rio, diminuindo assim o risco de afogamento. Aos demais banhistas orientamos que procurem estar em um local movimentado e com a proteção de guarda-vidas”, finaliza o tenente.

O Corpo de Bombeiros orienta as pessoas para que não entrem em rios de corredeira para atividades de banho ou natação; se entrar em represas, lagos, açudes, remanso de rio use coletes salva-vidas homologado e de tamanho adequado; cuidado com o limo nas pedras ele pode fazer você escorregar e cair na água; cuidado com buracos e fundos de lodo, pois você pode afundar rapidamente; se o rio tiver correnteza nunca entre na água acima do joelho; nunca mergulhe de cabeça; não tente entrar na água para realizar o socorro, ao invés disto chame por ajuda e jogue qualquer material de flutuação para ajudar.

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