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Meio Ambiente

Oito pinguins foram soltos em Pontal do Paraná por equipes do LEC e do PMP-BS

“Foi tão bom acompanhar a reabilitação desses pinguins-de-Magalhães, mas ficamos ainda mais contentes de podermos ajudá-los a voltar para casa”, afirma a assessoria (Foto: LEC/UFPR e PMP-BS)

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Animais foram resgatados no litoral neste ano, recuperados pelas instituições ambientais e soltos na praia de Pontal do Sul na segunda-feira, 16

No final da manhã da segunda-feira, 16, equipes do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), realizaram a soltura de oito pinguins-de-Magalhães na entrada principal do balneário de Pontal do Sul em Pontal do Paraná. Os animais fizeram parte de um total de 14 que foram recebidos de maio a outubro de 2019 no LEC, sendo que deste total seis vieram a óbito e oito tiveram assistência e foram soltos em ambiente natural no litoral do Paraná.

"As aves não voadoras migram da Patagônia e Ilhas Malvinas até o litoral brasileiro em busca de alimento. Ao longo do percurso da migração as ameaças enfrentadas pelos juvenis e adultos são inúmeras. As ações e atividades humanas crescentes contribuem intensamente para o aumento da debilitação e mortalidade desses animais. Os pinguins que chegam à praia debilitados são resgatados por instituições que atuam para a reabilitação e conservação desta espécie", explica a assessoria.

O LEC da UFPR e a PMP-BS atendem e reabilitaram aves, mamíferos e tartarugas marinhas em toda a extensão do litoral paranaense. "Ao resgatar pinguins-de-Magalhães debilitados realizam o tratamento necessário, exames laboratoriais, fisioterapia, além de cuidarem de fatores como enriquecimento ambiental e prevenção de possíveis patologias desenvolvidas em cativeiro, sempre visando à melhor e mais rápida recuperação dos animais. Quanto mais rápida a recuperação dos animais, menor o estresse e mais rápida será a reintegração no ambiente natural", complementa a entidade.

Os pinguins que chegam à praia debilitados são resgatados por instituições que atuam para a reabilitação e conservação desta espécie (Foto: LEC/UFPR e PMP-BS)

Com relação aos pinguins que foram soltos em Pontal do Sul, durante o tratamento, avaliações locomotoras (em chão cimentado liso e seixos rolados) e de submersão em água foram feitas individualmente e em grupo, sendo que foram intensificadas e trouxeram bons resultados para sete pinguins. "Ainda, outras ações vêm sendo realizadas para auxiliar na recuperação dos animais. A frequência da oferta de alimento foi ajustada para minimizar o estresse do manejo associado ao controle da massa corporal individual, minimizando patologias por imunossupressão. A quantidade de alimento está de acordo com valores para a espécie, associada ao complexo vitamínico espécie-específico para auxiliar no processo de mudas de penas", explica o LEC da UFPR.

"Foi tão bom acompanhar a reabilitação desses pinguins-de-magalhães, mas ficamos ainda mais contentes de podermos ajudá-los a voltar para casa. 2019 está sendo um ano de muito aprendizado e conquistas para toda nossa equipe, gostaríamos de parabenizar a todos os envolvidos nesse trabalho tão bonito. Obrigado também a todos que puderam participar desta soltura", afirma a assessoria do LEC da UFPR.

SOBRE O PMP-BS

"O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama. Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O PMP-BS é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. O Laboratório de Ecologia e Conservação/UFPR monitora o Trecho 6 (Paraná), compreendido entre os municípios de Guaratuba e Guaraqueçaba", finaliza.

 

Com informações da assessoria do LEC da UFPR e do PMP-BS.

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