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Meio Ambiente

Especialista analisa risco de mancha de óleo chegar ao litoral do Paraná

Mais de 200 praias no Nordeste brasileiro já foram atingidas (Foto: Agência Brasil)

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Praias do Nordeste brasileiro, consideradas verdadeiros cartões-postais do País, foram atingidas por manchas de óleo nos últimos meses. Segundo informações do Governo Federal, as notificações começaram a aparecer nas praias do litoral nordestino no final de agosto e já atingiram mais de 200 localidades em todos os Estados da região. Com isso, se cogita a possibilidade desses eventos atingirem as praias da região Sudeste e Sul.

Quem esclarece essas e outras questões é o pesquisador e professor, Mauricio Almeida Noernberg, oceanógrafo, mestre em Sensoriamento Remoto e doutor em Geologia Ambiental.

“Num plano especulativo pode-se dizer que as chances de chegar na costa do Paraná são relativamente pequenas, porém não é algo impossível”, destacou o oceanógrafo Mauricio Almeida Noernberg

Segundo ele, primeiramente é fundamental saber onde ocorreu o vazamento, qual o volume de óleo derramado e se este vazamento continua.

“Sem essas respostas é praticamente impossível fazer previsões realistas. De qualquer forma, em um plano especulativo pode-se dizer que as chances de chegar na costa do Paraná são relativamente pequenas, porém não é algo impossível. Ressaltando novamente que não existem informações suficientes. Ou seja, estou considerando somente o padrão de circulação oceânica e a morfologia da costa”, explicou Noernberg.

É POSSÍVEL EVITAR UM DANO AMBIENTAL COMO ESTE?

De acordo com o oceanógrafo, devido às características desse óleo, que não está na superfície do mar, é mais difícil elaborar qualquer plano de contingência para os locais que não foram afetados. “Este é um caso totalmente inédito em termos mundiais. No caso da costa do Paraná, onde a transparência da água é menor, a possibilidade de visualização das manchas por meio de aviões, drones etc. é menor”, alertou Noernberg.

No entanto, o pesquisador acredita que é preciso criar um sistema de alerta e obter mais informações sobre a contingência com os Estados que tiveram que enfrentar o problema.

“De qualquer forma, é preciso estar preparado e ter um sistema de alerta para qualquer sinal de aparição dessas manchas nas proximidades da costa. Importante também conhecer a experiência dos Estados já afetados, quais as melhores alternativas para a retirada do óleo das praias e manguezais. Essas informações são fundamentais para nos prepararmos para uma eventual ação em nosso Estado”, destacou Noernberg.

PREJUÍZO À VIDA MARINHA

Ainda se estuda o risco dessa substância para o ser humano após o contato direto por parte de várias pessoas da comunidade, que se mobilizaram a retirar as manchas de óleo das praias. Já para a biodiversidade marinha, há um perigo imenso.

“O risco é elevadíssimo. Se para seres humanos o risco é alto, imagine para organismos menores, que vivem na coluna d’água e no fundo marinho. Dependendo da forma de vida, de alimentação e de respiração do animal pode haver mortandade massiva”, evidenciou Noernberg.

COMUNICAR AUTORIDADES COMPETENTES

Segundo o oceanógrafo, as comunidades costeiras que perceberem algum sinal dessas manchas na costa paranaense, devem comunicar principalmente à Defesa Civil.

“Órgãos como IBAMA e Marinha também podem ser comunicados. Ao avistar uma mancha, qualquer informação complementar é sempre importante, como: extensão e cor da mancha; se está na superfície ou a alguma profundidade e, principalmente, a posição geográfica da mancha, ou seja, as coordenadas geográficas. Hoje se pode obter as coordenadas com qualquer aparelho de celular”, orientou Noernberg.

O QUE DIZ O GOVERNO FEDERAL

Em coletiva de imprensa realizada recentemente na Capitania dos Portos de Pernambuco, o ministro do Turismo, Marcelo Antônio, afirmou que o momento é de somar esforços entre Governo Federal, Estados, municípios, cidadãos e empresários.

O titular do ministério destacou que 10% das praias da região foram atingidas, com o restante mantendo a condição adequada para o banho. A observação foi feita pelo ministro após ele ser questionado sobre o impacto das manchas para o turismo do Nordeste. "Há praias limpas com total condição de receber os turistas e banhistas e é isso que queremos mostrar com responsabilidade", ressaltou o ministro do Turismo.

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