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Meio Ambiente

Comunidade do litoral discute monitoramento ambiental portuário em evento acadêmico

Mesa redonda discutiu com sociedade, universidades e empresas o monitoramento ambiental portuário de Paranaguá e litoral

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Mesa redonda ocorreu no MAE e fez parte do 1.º Encontro Nacional Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Sociedade do IFPR

Durante manhã e tarde de quinta-feira, 13, aconteceu no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Paranaguá uma mesa redonda com o tema “Monitoramento Ambiental Portuário”, que fez parte do 1.º Encontro Nacional Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto Federal do Paraná (IFPR). O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) apoiou o evento, que contou com a presença da promotora de Justiça, Priscila da Mata Cavalcante, da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) e especialistas da área ambiental da UFPR, IFPR e Universidade Estadual do Paraná (Unespar), bem como diversas empresas e entidades do grupo Coalizão Empresarial pelos Portos do Paraná, com atuação no litoral. O objetivo foi unir forças, angariando e discutindo dados técnicos acadêmicos, públicos e privados, objetivando o desenvolvimento sustentável e a transparência com a população.

“Estamos vivendo um momento muito importante a partir desta reunião e das ações que estão sendo realizadas nos últimos meses dentro do ambiente institucional voltado às questões ambientais”, afirma o diretor institucional da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá

“Estamos vivendo um momento muito importante a partir desta reunião e das ações que estão sendo realizadas nos últimos meses dentro do ambiente institucional voltado às questões ambientais”, afirma o diretor institucional da TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, Juarez Moraes e Silva. Ele citou o trabalho conjunto em prol do desenvolvimento sustentável com a Coalizão Empresarial dos Portos do Paraná. “Estamos presentes aqui, com representantes e diretores da Cargill, Cotriguaçu, Klabin, Harbor, Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap), Mosaic, Paranaguá Pilots, que é a Praticagem, Conapra, Centro-Sul, Folha do Litoral News, TCP, Cattalini, Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e APPA, que estão dentre as principais empresas de Paranaguá e inclusas em um movimento realizado desde o final de 2018, aproveitando o novo ambiente do Brasil, que ainda é crítico, mas no sentido de que as soluções talvez não estejam somente no governo, mas também no exercício de cidadania de cada um”, completa.

“O IFPR, a Unespar e a UFPR estão criando uma rede de integração entre as universidades, isso é interessante porque ao mesmo tempo as empresas portuárias estão criando uma rede de Coalizão para um trabalho mais integrado entre as sociedades empresariais”, ressalta a promotora de Justiça, Priscila da Mata Cavalcante

Representando o Ministério Público do Paraná (MPPR), a promotora Priscila Cavalcante salientou a importância da discussão e a integração realizada entre universidade, a exemplo do que ocorreu com a Coalizão. “É algo extremamente positivo. O IFPR, a Unespar e a UFPR estão criando uma rede de integração entre as universidades, isso é interessante porque ao mesmo tempo em que as empresas portuárias estão criando uma rede de Coalizão para um trabalho mais integrado entre as sociedades empresariais, as universidades também perceberam a necessidade de trabalharem juntas em suas pesquisas, integrando este banco de dados e com um trabalho mais qualificado de monitoramento portuário”, acrescenta. Segundo ela, tudo isso gera benefício à sociedade com divulgação dos estudos, do monitoramento, dos impactos ambientais, tratamento de resíduos sólidos, entre outros temas ambientais. “Isso é uma forma das pessoas não só saberem o que está acontecendo, mas também participarem como agentes ativos de transformação social”, ressalta a promotora, destacando que ainda mais setores podem ser inclusos nesta discussão técnica.

“Este é um belo exemplo que Paranaguá com suas empresas e instituição está dando, para mostrar que somos unidos na perspectiva ambiental”, destaca o gerente ambiental institucional da empresa TCP, Luiz Carlos Narok

“A discussão de assuntos referentes ao meio ambiente é muito importante, pois quando você integra a operação portuária propriamente dita, as condições exercidas, a operação de proteção ao meio ambiente sejam coletivas ou preventivas, não podem ser dissociadas do meio acadêmico. Quando você promove pesquisa e desenvolvimento e integra estas informações com o meio acadêmico é algo muito importante, pois a pesquisa alavanca o nosso dia a dia no meio ambiente”, destaca o gerente ambiental institucional da empresa TCP, Luiz Carlos Narok. Segundo ele, o TCP sempre está aberto a discutir com a sociedade a sua responsabilidade socioambiental. “Quando se fala em meio ambiente precisamos ter uma atividade cooperativa, entre empresas e instituições. Este é um belo exemplo que Paranaguá, com suas empresas e instituição está dando, para mostrar que somos unidos na perspectiva ambiental”, destaca Narok.

Flávia Crozeta, coordenadora ambiental do TCP, destacou a importância do evento que uniu iniciativa privada, pública e setor acadêmico

UNIÃO DE ESFORÇOS E DADOS DE MONITORAMENTO AMBIENTAL

Flávia Crozeta, coordenadora ambiental do TCP, destacou a importância do evento que uniu iniciativa privada, pública e setor acadêmico. “A academia pode ser uma peça fundamental para a gente juntar os trabalhos que muitas vezes realizamos através de sobreposição ou trabalho dobrado. Com isso, podemos mostrar os nossos monitoramentos trazendo dados mais significativos para o litoral”, frisa. “O TCP tem orgulho de falar que possui muitos projetos ambientais e sociais, bem como de monitoramento e preservação ambiental, temos mais de 100 programas individualmente em execução junto com a prefeitura e Ministério Público, algo que foi mostrado no evento”, explica.

“É uma oportunidade de começar integrar mais tanto o que o Porto faz com que as universidades vêm fazendo, podendo conciliar estes dados”, salienta Juliana Vendrami, bióloga da APPA

“É uma oportunidade de começar a integrar mais tanto o que o Porto faz com que as universidades vêm fazendo, podendo conciliar estes dados, avançando mais nos monitoramentos e programas de mitigação para que possamos ter um ambiente cada vez mais sustentável”, destaca Juliana Vendrami, bióloga da APPA, afirmando que o objetivo contínuo é integrar os Portos do Paraná com sociedade, cidade e meio ambiente. “Que possamos cada vez melhorar mais. A APPA é uma empresa pública, todos os dados podem ser disponibilizados, basta professores e instituições requererem, que é realizado o fornecimento de dados, algo que estamos fazendo continuamente desde 2013, desde que começaram os monitoramentos com base nas licenças ambientais. Alguns programas começaram antes, mas o grosso do conteúdo, a partir de 2013, e estes dados estão abertos”, complementa Vendrami.

“É de extrema relevância a integração da academia, empresários, Poder Público, ciência e tecnologia nas discussões que envolvem as questões ambientais, tais como os padrões e metodologias nos processos de monitoramento e licenciamentos”, frisa o delegado da Regional Sul da ABTP e gerente geral da Cargill em Paranaguá, André Maragliano

O delegado da Regional Sul da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) e gerente geral da Cargill em Paranaguá, André Maragliano, parabenizou os idealizadores do evento. “É de extrema relevância a integração da academia, empresários, Poder Público, ciência e tecnologia nas discussões que envolvem as questões ambientais, tais como os padrões e metodologias nos processos de monitoramento e licenciamentos. A integração é necessária para ganhar agilidade e qualidade nos trabalhos que envolvem os processos de licenciamento e manutenção das licenças, evitar desperdícios de tempo, dinheiro e conhecimento com retrabalho, programas similares analisando a mesma matéria com metodologias diferentes, entre outros itens. Resumindo, a discussão só gera aspectos positivos e traz mais transparência, clareza e objetividade na relação entre todas as partes interessadas. É o famoso ‘ganha-ganha’, onde todos saem ganhando”, destaca.

“Este evento gera uma construção de uma rede integrada entre as três universidades do litoral: a UFPR, IFPR e Unespar”, afirma o professor do IFPR, Leandro Angelo Pereira, responsável pela mediação na mesa redonda

O professor do IFPR, Leandro Angelo Pereira, responsável pela mediação na mesa redonda de discussões, frisou a importância do debate conjunto entre academia, empresas e sociedade para o desenvolvimento sustentável. “Este evento gera uma construção de uma rede integrada entre as três universidades do litoral: a UFPR, IFPR e Unespar. O objetivo é diminuir os muros das universidades com a sociedade”, salienta, destacando a participação de várias empresas e Poder Público no evento. “O principal passo é diminuir as barreiras entre o mundo acadêmico e econômico com a sociedade local”, completa, frisando que a discussão serve também para divulgação de dados ambientais conjuntos entre universidades e APPA para a sociedade.

Segundo Fernando Feltrin Fiorucci, representante do grupo Mosaic/Fospar, a iniciativa é extremamente positiva e vai ao encontro do que a empresa desenvolve em Paranaguá na questão de responsabilidade socioambiental

Segundo Fernando Feltrin Fiorucci, representante do grupo Mosaic/Fospar, a iniciativa é extremamente positiva e vai ao encontro do que a empresa desenvolve em Paranaguá na questão de responsabilidade socioambiental. “Hoje todas as empresas têm uma grande consciência ambiental, com programas robustos no setor de meio ambiente. Fazer esta integração, esta unificação de metodologia, é fundamental para unificar questões como o monitoramento ambiental portuário, como um panorama geral da baía de Paranaguá e de todo o município”, explica. “A Mosaic tem condicionantes, temos um programa e uma consciência ambiental grande, com ISO 14000 e 18000, viemos aqui para unir esforços e reforçar a participação ativa da empresa”, destaca.

"Estamos no caminho certo do desenvolvimento, da transparência e da vontade de acertar que todos nós temos", afirma Eloir Martins, presidente da Aciap

Eloir Martins, presidente da Aciap, salientou a importância da convergência de ideias ocorrida com o evento. "Isso veio na hora certa no País, abrangendo a necessidade de unir os propósitos. Foi algo inédito e ocorre em um momento propício, vejo com bons olhos e esperança. Estamos no caminho certo do desenvolvimento, da transparência e da vontade de acertar que todos nós temos. A nossa cidade, o Porto, a população e o País ganham com este movimento do bem", acrescenta.

BALANÇO POSITIVO

O professor do IFPR, Leandro Angelo Pereira, afirmou que o balanço do evento foi positivo para levantar o que efetivamente precisa ser feito a fim de resolver algumas questões. Uma das propostas é a criação de grupos de trabalho com técnicos da área portuária e universitários para que possam trabalhar de maneira integrada.

“Foi levantada também a necessidade de eventos periódicos para atualizar as informações. Isso possibilita trazer os técnicos que fazem os relatórios ambientais e os órgãos de fiscalização e controle para uma conversa mais franca, com um entendimento mais direto, permitindo uma melhor interpretação dos dados”, explicou Pereira.

O auge da mesa redonda, para o professor, foi a participação dos profissionais que atuam na área portuária, juntamente com as três universidades públicas. “Desde 2011, isso nunca tinha acontecido com tanta participação”, afirmou Leandro. “Caminhamos para segurança em uma tomada de decisão mais precisa, que resulta em uma melhoria na qualidade de vida para o litoral como um todo. Um ambiente equilibrado resulta em pessoas mais saudáveis, menos custos com saúde pública, melhora na gestão do recurso financeiro, pensando no equilíbrio, no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas, tendo a educação como base”, finalizou Pereira.

Auditório do MAE ficou lotado durante todo o dia de evento

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