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Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá

Ilha das Peças e a devoção a São Sebastião

Historicamente a Vila das Peças já figura no século XVII em mapas da localização da baía de Paranaguá.

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Na baía de Paranaguá existem diversos destinos onde se pode vivenciar a perfeita harmonia entre a natureza e a cultura, desfrutar do característico sossego das comunidades caiçaras e ainda vislumbrar suas histórias.

A Ilha das Peças é um desses refúgios. Com sua exuberância natural incrustada na Mata Atlântica, expõe rica vida silvestre, do mar e do mato, conquistando amantes da natureza, de sua história, de sua cultura, também pesquisadores ou aqueles que simplesmente desejam um momento de sossego em algum lugar agradável.

Patrimônio Natural e Histórico do Paraná (1985), a região integra a Reserva da Biosfera (1991) e o Sítio do Patrimônio Natural (1999), ambas declaradas pela UNESCO, ainda o Parque Nacional de Superagui (1989). Situam-se na Ilha as comunidades de Laranjeiras, Guapicum, Tibicanga, Bertioga e a comunidade da Vila das Peças, região estas, onde se encontram aspectos característicos do povo caiçara, como o Fandango Caiçara, Patrimônio Imaterial do Brasil (IPHAN, 2012). 

Peculiaridades naturais e culturais destas comunidades foram descritas pelo naturalista alemão Julius Platzmann (1832-1902) e desenhadas por imigrantes europeus da Colônia Superagui, fixada na região em meados do século XIX, entre eles o ilustre pintor suíço William Michaud (1829-1902).

Historicamente a Vila das Peças já figura no século XVII em mapas da localização da baía de Paranaguá, da sinalização acerca de peças de canhão instaladas ali ou mesmo acerca da localização de minas auríferas na região.
Há incertezas em relação a sua toponímia. O nome “Peças” deriva das peças de artilharia instaladas ali para fins de defesa da entrada da baía? Seriam peças de ouro escondida por ali pelos piratas? Ou refere-se ao período de escravidão em que, mesmo após a proibição do tráfico transatlântico o desembarque de cativos continuava às escondidas na região, sendo aqueles escravizados denominados como “peças”, assim, disfarçando a prática ilegal?

Ou ainda o nome “Ilha das Peças” remete aos naufrágios por ali ocorridos que, como registro, deixaram a mostra, submersas ou soterradas nos bancos de areia, partes de peças de embarcações ao longo dos séculos? Essa história tão rica continuará no próximo final de semana.

Prof.º José Muniz
Historiador – Sócio do IHGP 

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