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Gastronomia

Consumo do pinhão é algo costumeiro aos parnanguaras

Vendedores do Mercado Municipal ressaltam que procura é alta quando temperatura cai

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O período de outono, iniciado no dia 20 de março, e a proximidade do inverno, que começará no dia 21 de junho, traz aos paranaenses e parnanguaras a expectativa de comer o pinhão, semente típica do sul do Brasil advinda da araucária, consumida em grande escala nos três Estados da região. De acordo com os vendedores do Mercado Municipal Nilton Abel de Lima, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) liberou a venda do pinhão no dia 1.º de abril, sendo que desde então a procura dos moradores é constante pelo produto vendido nos boxes, proveniente do interior do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Segundo Tugam Uyetaqui, proprietário dos boxes 4, 5 e 6 do Mercado Municipal, a procura de pinhão está alta nestes primeiros 20 dias após a liberação da venda. "Vendemos o pinhão no ponto certo de comer, pois muito verde não é bom. O parnanguara gosta muito do pinhão, ainda mais em época de festa. Chegando maio a procura aumenta ainda mais com a chegada do período das festas juninas", ressalta.

Tugam Uyetaqui, proprietário dos boxes 4, 5 e 6 do Mercado Municipal, destaca que qualidade do produto é essencial e que pinhão vendido não pode ser "verde"

"O quilo do pinhão está sendo comercializado a partir de R$ 8,00, um produto bonito que está sendo vendido. Vendemos uns 500 quilos de pinhão neste início da temporada. É algo bem típico do parnanguara, junto com o cará (tubérculo)", completa Uyetaqui. Segundo ele, a venda de pinhão é importante aos vendedores neste período de outono e inverno e possui muita demanda em Paranaguá.

PINHÃO DO MERCADO MUNICIPAL

Ricardo Yshii, proprietário do box 7 do Mercado Municipal, ressalta que os cidadãos são atraídos pelo pinhão, principalmente quando as temperaturas caem. "Aqui recebemos pinhão do Paraná e do Rio Grande do Sul. O pinhão do Rio Grande normalmente vem mais tarde, ele é maior. O quilo do pinhão é vendido a partir de R$ 7,00 até R$ 10,00, propenso a cair o preço de acordo com o auge da safra. Recomendo às pessoas que fazem festas juninas/julinas que não esperarem muito para comprar, pois no final de safra, pela lei de oferta e da procura, a tendência é aumentar o preço", explica.

"Não trabalho com grande estoque, sempre prezo pelo pinhão mais fresco. Semanalmente trazemos em três viagens o produto para venda, cada viagem traz dois sacos de pinhão com 40 quilos que são vendidos aos parnanguaras. As festas de inverno costumeiramente possuem o consumo de pinhão, que pode ser comido cru e em vários pratos", comenta Ricardo Yshii. "Convidamos a população de Paranaguá e do litoral a vir ao Mercado Municipal, trabalhamos dia a dia aqui e estamos à disposição", finaliza.

 

 

 

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