Uma obra aguardada não apenas pelos setores do agronegócio, infraestrutura e logística, mas também por toda a cidade e população, o Moegão irá revolucionar o modal ferroviário e a eficiência logística no Porto de Paranaguá e também reduzirá o impacto dos trens do trânsito local. Na primeira semana de março, segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, as obras do Moegão estavam com 93% de execução concluídas, com expectativa de inauguração entre o fim deste mês e abril.
A benfeitoria é a maior obra pública portuária do Brasil em andamento e sua operacionalização trará ganhos não apenas para o Porto de Paranaguá, mas para a economia do Paraná e do Brasil. “Hoje movimentamos cerca de cinco milhões de toneladas por ferrovia. Com o Moegão teremos capacidade para chegar a 24 milhões de toneladas”, salienta o diretor-presidente.
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“Hoje os trens cruzam cerca de 17 vias na cidade. Com a nova estrutura esse número será reduzido para apenas cinco passagens, sem necessidade de manobras. A obra já ultrapassa 93% de execução e deve ser concluída entre o final de março e o início de abril”, explica Luiz Fernando Garcia.
Logística
Segundo a Portos do Paraná, o Moegão “vai centralizar a recepção de trens carregados com granéis vegetais sólidos nos portos paranaenses e fará a distribuição das cargas para 11 terminais que estarão interligados ao sistema”, completa. “O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do complexo, utilizando recursos próprios e de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)”, ressalta a assessoria.

“Quando entrar em operação, o projeto terá capacidade para receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex). Atualmente, cerca de 550 vagões são descarregados diariamente nos terminais de exportação”, informa a empresa pública.
A Portos do Paraná ressalta que, com a obra concluída, todo o processo de descarregamento será padronizado em um único ponto com a movimentação de 900 vagões por dia. “Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios”, detalha.
Redução de cruzamentos e de manobras dos trens
“Além da alta na produtividade, também existirão vantagens no trânsito local. As composições férreas não precisarão mais entrar nos armazéns para descarregar e as manobras deixarão de existir. O número de cruzamentos com interrupções nas vias de acesso à área portuária cairá de 16 para cinco”, finaliza a Portos do Paraná.
Com informações da Portos do Paraná





