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Educação

Estudantes do litoral alcançam a tão sonhada vaga em universidades federais

Alunos enfrentaram todas as dificuldades e chegaram ao seu objetivo

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A escolha do curso de graduação é uma decisão difícil para muitos jovens que concluem o Ensino Médio. Mais difícil ainda é passar no vestibular que tanto sonha, muitas vezes tendo que deixar para trás tantos estudantes que possuem o mesmo anseio e vontade de chegar lá.

Embora seja um grande desafio, com diversos obstáculos, alguns estudantes do litoral do Paraná passaram no vestibular que queriam, enfrentaram todas as dificuldades, estudaram muito e hoje contam suas expectativas sobre o curso de graduação que iniciam neste ano.

Gabriel Coelho Pinto de Ramos, de 17 anos, passou em 1º lugar no curso de Engenharia Naval na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Um deles é Gabriel Coelho Pinto de Ramos, de 17 anos, estudante do Colégio Leão XIII, que prestou vestibular para Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e para Engenharia Naval na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com opção de escolha, o jovem optou pelo curso que sempre sonhou.

“Pretendo cursar Engenharia Naval, sempre foi meu objetivo. Desde pequeno meu pai me levava pra sair de barco pela baía de Paranaguá e eu via aqueles navios enormes, me fascinavam e ao mesmo tempo eu morria de medo. Aí o encanto pelo mar e pelas embarcações foi crescendo junto comigo”, relatou Gabriel.

Na profissão, Gabriel espera trabalhar com o gerenciamento de transporte marítimo ou se tornar prático. “Meu sonho mesmo é se tornar Prático e pilotar esses gigantes ou então prestar um concurso e trabalhar para a Marinha do Brasil”, revelou Gabriel.

Mas, quem vê sua conquista agora não sabe o quanto Gabriel teve que estudar. “O ritmo de estudo só se torna corrido se você deixar para estudar tudo para o último ano, então eu fui estudando durante o ensino médio todo, levei com seriedade o primeiro e o segundo ano, por isso minha base para o terceirão estava bem forte. No terceiro ano estudei bastante”, contou Gabriel.

Visando seu objetivo e seu sonho, ele estudava pela manhã e tarde e, à noite, fazia cursinho. “Vários dias eu levantava às 6h e só chegava em casa as 23h. Mas no final todo o esforço foi recompensado”, comemorou.

A conquista é atribuída aos professores do Colégio Leão XIII, onde estudou, e também a família. “O apoio que eu tive dos professores foi incrível, inúmeras vezes tive o suporte deles como mestres e como amigos. E esse apoio deles foi importantíssimo. Minha família também apoiou e entendia que nos finais de semana eu precisava ficar estudando”, completou Gabriel.

FORÇA DE VONTADE

"Dizem que para passar em Medicina tem que ter sorte. A minha sorte foi ter quem apostasse no meu potencial”, disse Renan Santos Viana, de 19 anos, aprovado em Medicina pela UFPR. (Foto: Curso Positivo / Brunno Covello)

Força de vontade é o que define a trajetória de Renan Santos Viana, de 19 anos. Nascido em Matinhos, no litoral do Paraná, em um lar com dois irmãos, o pai porteiro e a mãe faxineira, ele teve que se mudar para a capital em busca de melhores oportunidades de estudo.

Seu objetivo? O curso mais concorrido das universidades federais: Medicina. Interesse que surgiu devido a suas frequentes visitas ao hospital desde a infância, por conta da asma. Toda a família se mudou para Curitiba em 2016 para que Renan pudesse fazer um curso pré-vestibular. Apesar do esforço, o menino não conseguiu passar da segunda fase da UFPR.

"Percebi que precisava de mais tempo para tapar os buracos feitos pelo meu Ensino Médio super fraco, me formei no colégio com dificuldades de resolver equações de primeiro grau”, disse Renan.

Ele chegou a ingressar no curso de Biomedicina, utilizando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Fez seis meses de graduação e voltou para o curso pré-vestibular na metade de 2017 para fazer cursinho e retornar ao sonho da Medicina.

Renan ficou na quarta colocação da lista de espera e recebeu uma ligação do Curso Positivo com a oferta de uma bolsa integral para cursar a modalidade especial para vestibulandos de Medicina, com almoço incluído, para que pudesse estudar o dia inteiro. “Minha mãe chorou tanto, parecia até que eu já tinha passado em Medicina, foi um alívio para toda a família”, relatou Renan.

“Estudei como nunca e alcancei meu melhor desempenho na UFPR. Porém, quando passei para a segunda fase, o medo de não passar mais uma vez tomou conta de mim, medo de desperdiçar a bolsa que ganhei e, principalmente, de desanimar. Eu não aguentaria mais um ano”, comentou o estudante.

Com índice de 62,34 candidatos por vaga, Renan alcançou sua meta.  "Dizem que para passar em Medicina tem que ter sorte. A minha sorte foi ter quem apostasse no meu potencial e me desse a chance de estudar muito para conquistar o meu objetivo", destacou Renan.

PAIXÃO PELO MEIO AMBIENTE

Anna Luísa Gomes Pinheiro, de 19 anos, estudante do IFPR Paranaguá, passou em Engenharia Ambiental na UFPR

O meio ambiente sempre foi uma paixão para Anna Luísa Gomes Pinheiro, de 19 anos, que passou em Engenharia Ambiental na UFPR. A estudante já cursava Técnico em Meio Ambiente pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR), em Paranaguá, que oferece a modalidade que une o Ensino Médio a um curso técnico.

“Antes do Ensino Médio eu já tinha gosto pela Biologia e perguntei a um professor se era bom eu começar o curso no IFPR de Técnico em Meio Ambiente. Prestei o processo seletivo e passei somente no ano seguinte. Conforme fui fazendo o curso percebi que era essa a área que eu ia seguir”, explicou Anna.

Com apoio dos pais e dos professores, a escolha do curso se deu pela sua facilidade também com as matérias de exatas. “O IFPR tem essa visão de preparar para o ambiente de trabalho e eu escolhi a Engenharia porque me dou muito bem também com as exatas, por isso juntei tudo que eu gostava e pretendo seguir esse caminho. No último ano no IFPR me identifiquei com a parte de legislação ambiental e quero muito atuar lá na frente nesta área”, contou Anna sobre seus objetivos futuros.

Por conta da sua rotina corrida, não fez cursinho pré-vestibular, ao invés disso estudava por conta própria em casa com o auxílio da internet. Além, é claro, da atenção ao Trabalho de Conclusão de Curso, exigido no último ano pelo IFPR. “Vejo que o ensino público federal é muito bom, é gratuito, e tem uma grande qualidade, principalmente em Paranaguá. Acredito que o IFPR em Paranaguá foi uma das melhores coisas que aconteceu, admiro muito a instituição e sempre quis estudar lá. Mesmo que eu já tendo feito o 1º ano do Ensino Médio resolvi fazer novamente no Instituto. Os professores são sensacionais!”, revelou Anna.

Com informações da Central Press.

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