O Parque Estadual da Ilha do Mel, em Paranaguá, no litoral do Paraná, é uma unidade de conservação criada para proteger os ecossistemas naturais da ilha. A área protegida soma 337,84 hectares, enquanto a Estação Ecológica ocupa 2.240,69 hectares.
Juntas, as duas unidades cobrem cerca de 93% do território da ilha.
A criação do parque remonta a 1982, quando o Serviço de Patrimônio da União transferiu a administração da Ilha do Mel ao Estado do Paraná por aforamento. A transferência teve como condição a instituição de uma unidade de conservação para proteger os ecossistemas locais.
Como chegar à Ilha do Mel
O acesso à ilha é feito de barco, a partir de dois terminais de embarque. Em Pontal do Paraná, na localidade de Pontal do Sul, a travessia dura 30 minutos e custa em torno de R$ 35,00 ida e volta.
Já em Paranaguá, o trajeto leva 1h30 e o valor é de R$ 53,00 por pessoa, ida e volta.
Os visitantes podem utilizar os barcos de linha da Abaline, com saídas regulares dos terminais, ou táxis náuticos autorizados, disponíveis nos mesmos locais. Na ilha, a circulação é permitida apenas a pé ou de bicicleta. Os terminais de embarque contam com estacionamentos para veículos.
Principais atrativos do parque
O Parque Estadual da Ilha do Mel é um destino de ecoturismo, com praias preservadas, trilhas e patrimônio histórico. As principais atrações são as praias, os morros e o patrimônio cultural.
Entre os destaques estão a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, o Morro do Farol e a Gruta das Encantadas.
A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres foi construída em 1679. O acesso é feito por uma trilha de cerca de 4 km a partir do trapiche de Brasília. A Gruta das Encantadas é uma formação rochosa de influência marinha, considerada um dos patrimônios mais importantes da ilha.
Para chegar até ela, é preciso percorrer uma trilha de cerca de 600 metros do trapiche de Encantadas.
O Farol de Conchas, datado de 1872, fica no topo do Morro das Conchas. O acesso é por uma trilha seguida de uma escadaria com 150 degraus. Do alto, é possível observar a antiga construção e ter uma visão panorâmica da região.
Trilhas e biodiversidade
Além dos atrativos citados, a ilha oferece diversas praias e trilhas com dificuldades e extensões variadas, de 650 metros a mais de 5 km. As trilhas podem ser autoguiadas com o auxílio da sinalização ou feitas com guias contratados, disponíveis nos trapiches de desembarque.
A vegetação é composta por variadas fisionomias, incluindo orquídeas e bromélias. A ilha também abriga ambientes importantes para a conservação, como mangues e restinga. Há grande diversidade de aves, como fragatas, atobás, tiê-sangue, pica-paus, gaviões e falcões.
Regras e orientações para visitantes
Antes de viajar, o visitante deve se informar sobre as condições climáticas e os horários de ônibus e barcos nos sites oficiais ou com as operadoras. As atividades devem ser escolhidas conforme o condicionamento físico e o nível de experiência de cada um.
Nas trilhas, a recomendação é caminhar em grupos pequenos, de até 10 pessoas, e permanecer nas trilhas sinalizadas, sem usar atalhos. É preciso prestar atenção onde pisa, pois há risco de animais peçonhentos.
Todo lixo gerado na ilha deve ser separado e depositado nas lixeiras de coleta seletiva ou levado de volta ao continente. Nunca se deve queimar ou enterrar o lixo reciclável.
Serviço
- Horário de atendimento: consulte os horários de travessia no site www.abaline.com.br
- Contato: e-mail [email protected]
- WhatsApp: 41 9554-0313
Com informações do Instituto Água e Terra (IAT)





