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1,2 mil pessoas foram atingidas pelas chuvas no Litoral e RMC, aponta Defesa Civil

No total, sete municípios foram impactados pelo alto volume de chuvas

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Foto: Defesa Civil

Um novo boletim divulgado na quarta-feira, 30, pela Defesa Civil sobre as ocorrências por conta das chuvas intensas que causaram inundações, enxurradas e alagamentos em municípios do Litoral e da Região Metropolitana, aponta que, até o começo da manhã de quarta-feira, 1.201 pessoas foram atingidas diretamente. Destas, 581 estão desalojadas e 32 desabrigadas. Um número de 223 casas foram danificadas. Não há registros de óbitos, feridos ou desaparecidos.

No total, sete municípios foram impactados pelo alto volume de chuvas. Quatro Barras teve registro de inundações. Os alagamentos foram identificados em Campina Grande do Sul, Curitiba, Guaraqueçaba, Piraquara, São José dos Pinhais e Morretes, que teve número significativo de ocorrências. Apenas no município, 424 pessoas foram afetadas, 106 casas foram danificadas, 392 pessoas permanecem desalojadas e 32 estão desabrigadas.

Neste momento, as equipes estão levantando os danos para atender os atingidos e identificar a extensão dos estragos. As estações meteorológicas do Estado identificaram chuvas acima da média histórica para o mês de novembro em cidades do Litoral e da RMC. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), no total, choveu quase 900 mm a mais do que a média histórica do mês de novembro na soma de todas essas cidades.

O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD) continua acompanhando a situação meteorológica do Estado para apoiar os municípios e enviar alertas para a população.

Em Campina Grande do Sul, equipes da Copel, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estão na região do reservatório do Capivari para orientar a população ribeirinha a respeito da elevação do nível do rio abaixo da barragem da Usina Governador Parigot de Souza. Há previsão de aumento da vazão hoje e nos próximos dias, o que exige atenção por parte dos moradores na região. 

BR-376 

Grande quantidade de terra, vegetação e detritos deslizaram sobre as pistas da BR-376 na noite de segunda-feira, 28, após um grande acumulado de chuvas registrado. A rodovia está interditada nos dois sentidos e não há previsão para liberação do tráfego. Os bloqueios na BR-376 são na praça de pedágio em São José dos Pinhais (sentido Santa Catarina), no km 635, e em Garuva (sentido Curitiba), no km 1. São áreas com possibilidade de retorno para que ninguém fique preso na rodovia enquanto a pista não for liberada.

O primeiro boletim divulgado pelo gabinete de crise instituído para acompanhar a situação na estrada informa que, até as 17h de segunda-feira, 29, seis pessoas foram resgatadas com vida e duas, infelizmente, em óbito. As equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Científica trabalham ininterruptamente no atendimento à ocorrência, que atingiu o km 669 da rodovia na região da Serra do Mar.

No momento, 54 bombeiros militares trabalham em duas frentes, uma ao norte e outra ao sul do local de deslizamento. Objetivo de atuarem em conjunto na busca por vítimas, tentando encontrar vias de acesso sobre a terra ainda encharcada para acessarem os veículos visíveis.

PESSOAS DESAPARECIDAS 

Familiares e amigos de pessoas que eventualmente possam ter desaparecido nesse local podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Polícia Científica, pelo telefone (41) 3361-7242. O serviço funciona 24 horas. Além disso, outras informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone do Centro de Operações Cidade da Polícia – 0800-282-8082.

DESVIO 

No momento, o único trajeto disponível para acessar o litoral paranaense é pela BR-116, sentido Rio Negro, e daí seguindo para Joinville antes de retornar ao Paraná, passando por Garuva. O DER/PR recomenda que, caso seja possível, os usuários evitem se deslocar rumo ao Litoral paranaense enquanto a situação não é amenizada, uma vez que a previsão de mais chuvas está mantida pelos próximos dias, o que, além de agravar a situação, prejudica os serviços de recuperação das rodovias.

Fonte: AEN

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