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Entregas estão normalizadas pelos Correios no litoral e em todo o País

Greve durou 35 dias e teve ampla adesão da categoria (Foto: Divulgação Correios)

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Entregas estão normalizadas pelos Correios

Na semana passada, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) decidiram pelo fim da greve da categoria. Por isso, os serviços de entrega, que foram prejudicados durante o período de paralisação, já estão normalizados. A greve teve início no dia 17 de agosto, a nível nacional, com vários pontos de reivindicação.

Em Paranaguá, cerca de 75% dos trabalhadores que atuam no Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) aderiram à greve, o que impactou no recebimento de encomendas e correspondências. Algo que fez com que a população procurasse alternativas para o pagamento de contas para não ser ainda mais prejudicada com as taxas de juros aplicadas em caso de atrasos. Outros municípios do litoral também foram afetados, como em Guaratuba, onde chegou a 100% de adesão dos trabalhadores.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicações Postais, Telegráficas e Similares do Paraná (Sintcom PR), Ederson de Paulo, explicou quais foram as reivindicações e como a greve encerrou no País.

“Entre as nossas reivindicações estava a de manutenção do acordo coletivo de trabalho, sem aumento real, e a empresa simplesmente não acatou. A decisão foi para o Tribunal Superior do Trabalho, onde tínhamos 79 claúsulas no acordo e permaneceram somente 29. Ou seja, a empresa retirou 50 cláusulas”, destacou.

Ele ainda reforçou que, durante a pandemia, o trabalho foi realizado sem interrupção. “Só aderimos à greve em agosto porque o nosso acordo coletivo é válido por dois anos e a empresa recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que desconsiderou o nosso acordo. A greve não foi por aumento, foi pela manutenção do acordo coletivo, algo que não obtivemos 100% de êxito”, destacou Ederson.

Federação

A Fentect destacou os pontos positivos da paralisação. “Acreditamos que a greve foi vitoriosa no sentido da construção da unidade da classe trabalhadora. Esse movimento, que aconteceu nesses últimos 35 dias, mostrou toda a força na organização dos trabalhadores e resistência aos ataques sistemáticos”, afirmou, em nota, a Federação.

Para a Federação, o resultado não contempla a categoria e causará um empobrecimento dos trabalhadores frente às perdas salariais que as cláusulas representam na folha de pagamento. “No entanto, sabemos que muitas lutas virão pela frente como a batalha contra a privatização dos Correios, que já está na ordem do dia. Por isso, este é um momento de reflexão, aglutinação e, sobretudo, de recuperar todas as nossas forças para enfrentar as próximas lutas que estão por vir”, ressaltou, em nota.