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Segurança

Delegado alerta para aumento de casos de WhatsApp clonado em Paranaguá

Golpes se intensificaram durante a pandemia

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O Brasil foi o quinto País no mundo que mais caiu no phishing, um golpe pelo qual é possível ter acesso a dados pessoais e senhas dos usuários por meio de sites falsos. 

Em Paranaguá, entre as práticas mais comuns está a de clonagem de WhatsApp. “Assim como em outras regiões do País, em Paranaguá nós percebemos um aumento consubstancial nos registros de ocorrência envolvendo golpes ou tentativas de golpes por telefone e também pela Internet”, destacou o delegado chefe da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá, Rogério Martin de Castro. “Não temos efetuado registros de golpes de celulares clonados, dos números dos aparelhos, mas sim de WhatsApps clonados”, completou.

“Percebemos um aumento nos registros de ocorrência envolvendo golpes ou tentativas de golpes por telefone e também pela Internet”, destacou o delegado chefe da 1.ª Subdivisão Policial de Paranaguá, Rogério Martin de Castro

Neste caso, os golpistas criam um WhatsApp com a mesma foto e informações da vítima, utilizando outro número e solicitam transferências bancárias para os contatos. 

Hoje, relacionado a crimes pela Internet, o delegado afirma que este é o mais comum.

“A gente percebe isso em todas as regiões do Estado e do Brasil: o golpe do WhatsApp clonado, que é quando a pessoa detém momentaneamente o poder sobre essa conta e pede dinheiro aos contatos, fazendo com que estes sejam vítimas também. Então, não é só a pessoa que teve o Whatsapp clonado que é a vítima, mas também os contatos que podem ter prejuízos financeiros”, ressaltou Dr. Rogério.

Tentativa de golpe

Na manhã de segunda-feira, 17, Fernanda Inasaris, em Paranaguá, soube do golpe de clonagem do seu WhatsApp após uma ligação de sua mãe. “Ela me ligou perguntando se eu queria a transferência bancária por ted ou doc, dizendo que eu havia mandado mensagem a ela pedindo dinheiro. Daí vimos que estávamos sendo enganadas. Ela só não fez a transferência porque passaram os dados de um banco que ela não conhecia”, explicou Fernanda.

Se passando por ela, os criminosos solicitaram a quantia de R$ 5 mil de forma insistente, sob a alegação de que precisava realizar um pagamento e não poderia ir ao caixa eletrônico. “Eles pegaram outro número, colocaram a foto do meu WhatsApp e mandaram mensagem para a minha mãe. É pior do que a gente imagina, eles não copiaram de forma aleatória, eles sabiam o meu número e o número da minha mãe para pedir a transferência”, relatou. 

De acordo com o delegado, se houver a suspeita de que o celular foi clonado, a primeira coisa a fazer é verificar se você tem aplicativos que não instalou. “Também é orientado verificar os registros de chamadas telefônicas, as ligações recebidas e efetuadas, se há números desconhecidos. Outra coisa que deve ser observada é se você escuta barulhos que normalmente não escutaria ao fazer uma ligação”, orientou Dr. Rogério.

Também é recomendado baixar um aplicativo antivírus de confiança no celular. “Além disso, é preciso apagar de vez em quando alguns aplicativos que não usa. Tem que cuidar com o recebimento de links por mensagens, às vezes aparece uma mensagem de texto e um link sem ter pedido nada, neste caso, não abra. Não deve ser colocada a opção de ‘lembrar senha’ nos seus cadastros. Em alguns celulares, a senha é por meio de reconhecimento facial ou digital, pode escolher essas opções, mas desmarque a opção ‘lembrar senha’ sempre”, recomendou o delegado.

Carregar o celular em computadores que não conhece pode oferecer risco à segurança. Não é orientado fazer compras em redes de wi-fi públicas, para que os dados não fiquem registrados. 

O WhatsApp tem um recurso de segurança que pode ser ativado pelos usuários, a chamada “confirmação em duas etapas”. O recurso é opcional, mas funciona como uma camada extra de segurança para a conta. Segundo informações divulgadas pelo App, com a confirmação em duas etapas ativada, você precisará digitar o PIN de seis dígitos todas as vezes que quiser confirmar seu número no WhatsApp.

Outra medida importante, segundo o delegado, é não fornecer nenhum tipo de senha mesmo que o contato se identifique como representante de uma loja, por exemplo.

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