Na tarde da quinta-feira, 4, a Portos do Paraná anunciou que o navio MV Minoan Pioneer foi a embarcação que, na primeira semana de dezembro, estabeleceu o novo marco de movimentação de milho no Corredor de Exportação Leste: 77 mil toneladas embarcadas. Este é o maior carregamento de milho em uma única embarcação na história do Porto. O aumento de calado foi um dos principais responsáveis por este que foi o primeiro recorde obtido em dezembro.
“Nosso objetivo é receber navios cada vez maiores, que possam embarcar mais mercadorias, mantendo a excelência no atendimento. Este recorde é prova de que estamos no caminho certo”, ressalta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
De acordo com a Portos do Paraná, o calado é a distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação, a quilha. “Quanto maior o calado, maior a capacidade de carregamento. A disponibilidade de um calado maior favorece a produtividade geral do Porto de Paranaguá que neste ano vai bater, novamente, o próprio recorde de embarque e desembarque de mercadorias”, acrescenta.
“Em setembro de 2025, o calado operacional dos berços destinados a granéis sólidos — incluindo milho e soja — no Porto de Paranaguá subiu de 13,1 m para 13,3 m. Com esse aumento de 20 centímetros, cada embarcação pode transportar até 1,5 mil toneladas a mais do que na marca anterior”, informa a assessoria.
O diretor de Operações Portuárias da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, destacou a eficiência e a competitividade do Porto. “A possibilidade de navios mais carregados, aliada à nossa eficiência operacional, consolida o Porto de Paranaguá como ponto estratégico para exportação de grãos, contribuindo para a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional”, completa.
Commodity do milho e destino do produto
Segundo a Portos do Paraná, o milho foi a commodity que mais cresceu em produtividade nos portos paranaenses entre janeiro e novembro deste ano. “No acumulado de 2025, foram 4.571.970 toneladas movimentadas, um avanço de 351% em relação ao mesmo período de 2024 (1.013.174 toneladas). Entre os fatores que impulsionaram o crescimento no corredor de exportação estão a safra recorde e a maior demanda internacional”, completa.
“O alto índice registrado em Paranaguá contrasta com o desempenho nacional, em que a exportação do produto não segue a mesma tendência. O Brasil deve fechar 2025 com mais de 140 milhões de toneladas colhidas; porém, a maior parte foi absorvida pelo mercado interno, principalmente pela produção de etanol. Cerca de 40 milhões de toneladas estão sendo destinadas à exportação — a maior parte embarcada em Paranaguá. Países do Oriente Médio e da Ásia estão entre os principais compradores”, informa.
Aprofundamento do Canal de Acesso
Segundo a Portos do Paraná, o resultado alcançado no embarque de milho, favorecido pelo novo calado, “é apenas uma demonstração do que está por vir no Porto de Paranaguá com a efetivação da concessão do Canal de Acesso”, salienta. “Com o leilão realizado em outubro deste ano na B3, o Consórcio Canal da Galheta Dragagem — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV — deverá realizar investimentos de R$ 1,2 bilhão nos cinco primeiros anos da concessão”, completa a assessoria.
“Entre as obrigações está a ampliação e o aprofundamento do canal, permitindo o aumento do calado para 15,5 metros. Esse acréscimo de mais de dois metros representa um adicional de 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais ou de mil contêineres em um único navio. A concessionária também deverá realizar a manutenção do canal, que possui 34,5 km de extensão”, finaliza a Portos do Paraná.
Com informações da Portos do Paraná





