Política

Sandro Alex, o homem da ponte

Sandro Alex passa a sintetizar uma narrativa de conexão entre regiões

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A escolha do deputado federal Sandro Alex como pré-candidato à sucessão no Governo do Paraná pelo governador Ratinho Junior carrega um simbolismo que vai além da política tradicional, trata-se da construção de uma imagem ancorada em obras e resultados visíveis. Ao assumir o rótulo de “homem da ponte”, batizado por Rafael Greca (MDB), Sandro Alex passa a sintetizar uma narrativa de conexão entre regiões, entre modais logísticos e, agora, entre governo e eleitorado.

Obras que constroem a narrativa de Sandro Alex (PSD) são a Ponte de Guaratuba, Ponte da Integração (Foz do Iguaçu), Rodovias em Concreto (PRC-280 e duplicação Guarapuava–Pitanga), Infraestrutura Portuária de Paranaguá, Duplicação da PR-092 (Siqueira Campos), Contorno Norte de Castro, Contorno Sul de Curitiba, Estrada da Boiadeira, Ampliação do aeroporto de Foz do Iguaçu, Viaduto da BR-277 com Av. Costa e Silva, e Nova Ponte do Jacaré (Cândido de Abreu).

Do ponto de vista analítico, Sandro Alex parte praticamente do zero nas pesquisas, o que, longe de ser apenas uma fragilidade, pode ser interpretado como uma página em branco estratégica. Diferente de candidatos com alta rejeição ou imagem cristalizada, ele tem espaço para construir sua identidade política gradualmente, ancorado em entregas administrativas e no respaldo direto do governo. Sua força inicial não está na popularidade espontânea, mas na capacidade de transformar obras em reconhecimento eleitoral.

A estratégia de Ratinho Junior ao escolhê-lo revela um movimento calculado de transferir capital político por meio da associação direta entre gestão eficiente e continuidade administrativa. Nesse contexto, Sandro Alex (PSD) deixa de ser apenas um executor técnico para se tornar um projeto político em construção, cuja principal matéria-prima são as obras que ajudou a viabilizar.

O desafio, no entanto, é claro. Obras não votam, quem vota é o eleitor. Se conseguir estabelecer essa conexão, sua trajetória pode seguir um caminho clássico na política de sair do anonimato relativo de uma campanha para governador para se consolidar como representante de um projeto.

O cenário que se desenha no Paraná coloca o senador Sérgio Moro (PL) em posição inicial de vantagem nas pesquisas, liderando com folga e até com possibilidade de vitória em primeiro turno em alguns cenários, enquanto o governador Ratinho Junior (PSD) mantém índices elevados de aprovação, acima de 80%, o que o transforma em um ativo eleitoral relevante na sucessão. Nesse contexto, a entrada de Sandro Alex (PSD) como pré-candidato representa a tentativa de converter essa alta aprovação administrativa em capital político transferível, criando um contraponto a Moro (PL), de um lado, um candidato consolidado na opinião pública; de outro, um nome em construção, ancorado na estrutura de governo. A disputa, portanto, tende a se configurar como um embate entre liderança consolidada e potencial de transferência política, em que o desempenho de Sandro Alex (PSD) dependerá diretamente da capacidade de Ratinho Junior transformar popularidade em votos efetivos.

Sandro Alex (PSD), nesse tabuleiro, surge como a variável estratégica da equação, alguém que precisa sair do campo técnico, tornar-se conhecido e transformar obras em identidade, gestão em narrativa e apoio político em voto real.


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