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Páscoa

Páscoa, renascimento e fé em tempos difíceis de pandemia

“Quando acontece uma perda de alguém muito próximo, a dor é quase insuportável. O que nos consola é ouvir a voz de Jesus Ressuscitado que nos enche de esperança, amor e fé”, afirma o reitor do Santuário do Rocio (Foto: Divulgação)

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Páscoa, renascimento e fé em tempos difíceis de pandemia

Padre Dirson Gonçalves destaca importância da religiosidade 

O mundo está vivendo uma pandemia de Covid-19 desde março de 2020 que está causando muitas perdas, distanciamento de familiares e prejuízo à saúde mental com o medo da morte e da contaminação. Em tempos difíceis, a Páscoa, com seu simbolismo religioso e de renascimento, se torna um caminho para exercer a fé e a esperança de dias melhores após a Covid-19. O padre Dirson Gonçalves, reitor do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, destaca a importância da celebração da data de forma reflexiva, com uma visão de espiritualidade para que a humanidade vença este período crítico, tendo no renascimento de Jesus Cristo um exemplo de superação. 

“Esse tempo de pandemia ajudou a humanidade a repensar várias questões relacionadas à vida, à espiritualidade e à religião. É comum ouvir pessoas dizerem que esse tempo difícil e de grandes provações, ajudou na busca de Deus e de um novo sentido de vida. Dessa forma, celebrar a Páscoa é momento de realmente renascer para uma vida nova em Cristo. Aquilo que foi dor, perda, dificuldade é recompensado pela grande luz que nasce a partir do Cristo Ressuscitado. Celebrar a Páscoa esse ano terá um sentido novo”, afirma padre Dirson.

Segundo o reitor, Jesus Cristo, quando esteve na Terra, ensinou que a vida não ocorre só neste mundo. “Nós não pertencemos à terra, mas ao céu. De lá viemos, para lá voltaremos. Quando acontece uma perda de alguém muito próximo, a dor é quase insuportável. O que nos consola é ouvir a voz de Jesus Ressuscitado que nos enche de esperança, amor e fé. Aqueles que nos deixaram estão junto de Deus. Cremos isso. Esse é nosso consolo. Olhar para Jesus Ressuscitado traz paz ao coração, serenidade para a alma e coragem para seguir em frente. Afinal, a vida continua”, completa.

Distanciamento social e fé

O distanciamento social se tornou uma necessidade neste período pandêmico, onde o Santuário do Rocio, assim como a Igreja Católica, teve que se adaptar para continuar próxima aos seus fiéis.  “Nós precisamos permanecer perto de Deus. O distanciamento humano necessariamente tem que nos aproximar do mistério de Deus. Sentimos saudade das pessoas, sentimos vontade de nos encontrar. Mas precisamos respeitar esse tempo de distanciamento em busca da superação dessa pandemia e na esperança de dias melhores. Enquanto isso, ficar perto de Deus através da oração (mesmo que de forma on-line), acalma o coração e sacia nossa sede de Deus”, salienta Gonçalves.

Programação no Santuário do Rocio

A Páscoa, com adaptações necessárias devido à pandemia, terá uma ampla programação no Santuário do Rocio.  “Acontece, a partir de quinta-feira, 1.º, o tríduo pascal, o ponto alto da Semana Santa. Celebração às 19h de quinta-feira, na sexta-feira a celebração da Paixão de Cristo às 15h e a Via Sacra às 18h; No sábado a Missa da Vigília Pascal, às 19h e no Domingo de Páscoa a missa às 9h. 

Todos esses momentos transmitidos pelo Facebook (https://www.facebook.com/santuarioestadualdorocio)  e pelo Canal do Youtube do Santuário (https://www.youtube.com/channel/UCkSJtOH_ce1nMF8fOIxwqoQ) “, informa padre Dirson. 

“O Santuário está arrecadando alimentos para montar as cestas básicas e distribuir para as famílias carentes cadastradas. Até sexta-feira, 2, é possível entregar as doações na caixa que está no santuário. No sábado faremos a distribuição para as famílias. Resolvemos trocar ovos de páscoa por alimento. Creio que as crianças vão entender que, mais que chocolates, as famílias precisam de alimento e saúde. Agradecemos a todos que nos ajudam. Desejamos a todos que lêem esta matéria, uma Feliz Páscoa. Que Jesus Ressuscitado traga muita esperança, amor  e paz a todos”, finaliza padre Dirson Gonçalves. 

Leia também: Páscoa: como comemorar em meio à pandemia?

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