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Paranaguá 372 anos

MAE é alicerce histórico e cultural de Paranaguá

Edificação foi inaugurada em 1755, sendo um marco para a cidade

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Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é um alicerce histórico e cultural de Paranaguá e do Paraná. O espaço, que é um museu universitário, atualmente, funciona em edificação que abrigou o Colégio dos Jesuítas, com construção iniciada em 1740 e inauguração em 1755.

O Colégio foi inaugurado em 1755, mas a pedra fundamental foi lançada em 1704. Essa construção tem sua importância dada por marcar a implantação da educação ‘convencional’ na cidade e, por consequência, no Estado”, afirma Wesley Ventura, secretário do MAE.

“Apesar do longo prazo de construção do prédio, o colégio funcionou por apenas quatro anos. Isso aconteceu porque, nesse período, houve a expulsão dos Jesuítas das terras de domínio português. Cerca de 200 anos depois (após várias outras utilizações), o prédio passou a ser mantido pela UFPR, a qual implantou o Museu dentro da edificação”, complementa.

Em 1968, o espaço foi oficialmente instituído como o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR, sendo que nos séculos anteriores o espaço abrigou diversas repartições governamentais, como Alfândega, Tiro de Guerra e serviço de embarque do Exército. “Apesar de ser um Museu universitário e não histórico, o prédio recebe, em anos normais, cerca de 30 mil visitantes, entre alunos e turistas, o que influencia na visitação do município. O prédio é o único exemplar deste período no Sul do Brasil com três pavimentos abertos e estruturados para receber visitantes”, ressalta.

Adaptações aos tempos de pandemia

De acordo com Ventura, desde que a pandemia da Covid-19 começou no Paraná e no Brasil, em março, o espaço está fechado e se adaptou para divulgação de trabalhos científicos. “O MAE tem usado suas plataformas digitais para divulgar seus trabalhos, pesquisas e descobertas. Aproveito para convidar o povo do litoral a explorar mais essa opção de entretenimento digital que o Museu oferece. Apesar de estarmos em trabalho remoto, temos gastado o nosso tempo para sempre proporcionar uma ou outra novidade ou curiosidade para nossos seguidores e simpatizantes”, informa.

“Um fato importante a ser compartilhado é que o prédio é um marco para a cidade, monumento que ainda guarda muito da história local em seus paredões, portas e janelas”, finaliza.

Foto de capa: Douglas Fróis