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 OS TATTVAS 

Este texto é parte do artigo Tattvas do livro Os Mistérios do Sexo, escrito por Henrique José de Souza

grande oriente parana

O AKASHA E OS CENTROS DE FORÇA 

O Ocultismo ensina que o Akasha encerra e compreende os sete centros de força e, portanto, os seis tattvas, de que ele é o sétimo, ou antes, de que ele constitui a síntese (nesse caso, vale por três, porquanto, como dissemos, por ele fluem os outros dois). Mas, se considera o Akasha representando apenas uma ideia esotérica, Rama Prasad estaria com a razão, porque, admitindo ser esse tattva onipresente no uni-verso, devemos conformar-nos com a limitação purânica, para ser melhor compreendido, colocando-o, então, no começo ou além dos quatro planos de nossa cadeia terrestre, seguido dos dois tattvas superiores, ainda latentes, relativos ao sexto e sétimo sentidos. Por tudo isso, enquanto as filosofias sânscrita e indiana não consideram se-não cinco tattvas, os verdadeiros ocultistas estudam mais dois, fazendo-os corresponder a todos os setenários da Evolução. 

AS SETE FORÇAS SUTIS 

Os tattvas ocupam a mesma ordem que as sete forças macro e microcósmicas, a saber: 

  1. Adi: a força primordial universal, existente no começo da manifestação, ou no período da criação, no seio do eterno imutável Sat, e substrato de Tudo. Corresponde ao envoltório áurico, o Ovo de Brahmã, no qual, por sua vez, estão envolvidos não só os globos, como os homens, os animais e todas as coisas. É o veículo que contém potencialmente o espírito e a Substância, a Força e a Matéria. Adi-Tattva, na Cosmogonia esotérica, é a Força emanada do Primeiro Logos ou Logos não manifestado. 
  1. Anupádaka: a primeira diferenciação sobre o plano do ser, diferenciação ideal, originando-se de transformação de algo mais elevado. Para os ocultistas, procede do Segundo Logos. 
  1. Akasha: ponto de partida de todas as filosofias e de todas as religiões exotéricas. Estas descrevem-no como sendo a força etérica, o éter. O próprio Júpiter, o “Deus altíssimo”, era chamado Pater Aether. Indra, que em certa época foi o maior Deus dos hindus, representa a expansão etérica celeste, e é o mesmo Urano. O Deus cristão é também representado como Espírito Santo, Pneuma, o Vento ou Ar rarefeito. Os ocultistas chamam a este tattva de força do terceiro Logos, Força cria-dora do Universo já manifestado. 
  1. Vayu: o plano aéreo onde a substância se acha em estado gasoso. 
  1. Tejas: o plano da nossa atmosfera. 
  1. Apas: a substância ou força aquosa ou líquida. 
  1. Pritivi: a substância terrestre sólida, o espírito ou força terrestre, o mais sólido. 

Correspondem aos sete princípios, aos sete sentidos e aos sete centros de força existentes em nosso duplo etérico. O corpo humano age e reage segundo “tattva” nele gerado ou introduzido de um plano externo. 

LOCALIZAÇÃO DOS TATTVAS NO CORPO HUMANO 

Na filosofia exotérica da Hata-ioga, indica-se vagamente o cérebro como sede física do Akasha. Tejas localizar-se-ia nas espáduas. Vayu na região umbilical. Apas, nos joelhos e Pritivi nos pés. Assim, os dois tattvas superiores – ADI e ANUPÁDAKA – por serem ignorados, são simplesmente omitidos. No entanto, são os fatores prepon-derantes da Raja-ioga. Nenhum progresso espiritual e mental pode ser conseguido sem as suas vibrações. 

A localização, ou melhor, a correspondência anátomo-fisiológica dos tattvas, como a dos chacras, não é precisamente a que tem sido divulgada. Em verdade o assunto é demasiado complexo para poder ser claramente exposto em livros e revistas. No concernente aos tattvas e suas vibrações nos diversos departamentos orgânicos, procuramos, mediante a ilustração da figura, corrigir os lapsos aqui apontados. 

Vejamos com olhar clarividente o ovo áurico de um indivíduo equilibrado. Na cabeça, correspondente ao mundo divino, distinguem-se as cores azul e dourada, de Manas e Búdi bafejados por Atmã. Dourada para o olho direito, ou búdico, e azul para o esquerdo, ou manásico. Helena Petrovna Blavatsky aconselhava uma ioga em que se mentalizava a recepção, pelo “olho de Búdi”, de uma faixa de cor amarelo-ouro, indo ter à glândula pineal, acompanhada da vibração da nota mi, ao harmônio ou piano. A mistura das duas referidas cores dá, como se sabe, o verde. E sendo esta a cor de Vayu, o ar, deve ele estar no peito, respondendo pelo abastecimento e funcionamento da árvore respiratória.


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