Meio Ambiente

LEC alerta para impactos antrópicos em animais marinhos do litoral do Paraná

Atividades humanas no ambiente costeiro e oceânico podem comprometer sobrevivência e saúde das espécies

Caso você encontre um animal encalhado, o indicado é não tocar, não tentar devolvê-lo ao mar, manter distância e acionar a equipe", informa o LEC (Foto: Divulgação/LEC-UFPR)

Caso você encontre um animal encalhado, o indicado é não tocar, não tentar devolvê-lo ao mar, manter distância e acionar a equipe", informa o LEC (Foto: Divulgação/LEC-UFPR)

Na última sexta-feira, 31, o Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR), que atua de forma integrada ao Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), emitiu um alerta com relação aos impactos antrópicos causados aos animais marinhos do litoral do Paraná. Esses impactos são consequências diretas das atividades humanas no ambiente costeiro e oceânico da região, algo que pode comprometer a sobrevivência, a saúde e o bem-estar das espécies.

“Os impactos antrópicos podem acontecer de diferentes formas, como as colisões com embarcações, ingestão de resíduos sólidos (lixo), contaminação por resíduos químicos e esgoto, captura em atividades de pesca ou ainda pela perturbação sonora ou física causada pela presença humana em determinadas áreas”, afirma o LEC.

📲 Clique aqui para seguir o canal da Folha do Litoral News no WhatsApp.

Segundo a assessoria, no litoral a equipe do LEC, de forma integrada ao PMP-BS, realiza o resgate, atendimento, exames e necropsia de animais marinhos encontrados nas praias. “Esse trabalho é conduzido por uma equipe multidisciplinar, que atua desde a amostragem em campo até a reabilitação e análises laboratoriais”, complementa.

“A partir destes dados, a equipe de pesquisa do LEC integra resultados e processos analíticos e todos juntos vem construindo muito conhecimento de qualidade. Entre os casos atendidos, é comum a identificação de sinais de debilidade associados a impactos de origem antrópica, diretos ou indiretos. Esses registros demonstram a gravidade e a frequência com que a fauna marinha é afetada, reforçando a importância de ações integradas de pesquisa, monitoramento, conservação e manejo, fiscalização e educação ambiental”, informa o LEC.

Segundo o Laboratório, cada registro feito pela equipe é incorporado ao Sistema de Informação de Monitoramento da Biota Aquática (SIMBA) contribuindo para a produção de conhecimento científico, a formulação de políticas públicas e a implementação de estratégias de conservação marinha. “Caso você encontre um animal encalhado, o indicado é não tocar, não tentar devolvê-lo ao mar, manter distância e acionar a equipe. Informar e agir com responsabilidade é um passo importante para a conservação da biodiversidade marinha”, finaliza.

Com informações do LEC/PMP-BS


Avatar de Leonardo Quintana Bernardi

Leonardo Quintana Bernardi

Editor-chefe da Folha do Litoral News. Jornalista graduado pela PUC-PR com atuação desde 2012 no jornalismo impresso, online e em audiovisual, bem como em assessoria de comunicação. Já trabalhou em órgãos públicos, jornais locais, freelances em veículos de alcance nacional e desempenha suas funções na Folha do Litoral News desde 2017. Defensor do jornalismo como meio de transformação social.

Fique bem informado!
Siga a Folha do Litoral News no Google Notícias.

Você também poderá gostar